Pelo menos 30 pessoas morreram nesta quarta-feira (28.oct.2026) após a colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha. O desastre ocorreu na linha que conecta Madri a Sevilha e envolveu composições das operadoras Renfe e Iryo, marcando o segundo acidente ferroviário fatal nesse corredor em menos de um ano.
Esther Padilla, porta-voz regional de Castilla-La Mancha, informou que 147 passageiros viajavam na composição da Iryo e outros 397 estavam no trem da Renfe, alertando que o número de vítimas fatais deve subir.
O impacto aconteceu por volta das 5h (horário de Brasília) e causou o descarrilamento de dois vagões da frota da Iryo. As causas da ocorrência ainda permanecem desconhecidas, conforme dados divulgados pela agência de notícias Reuters.
Transmissões da emissora Castilla-La Mancha Television revelaram uma composição descarrilada, com pelo menos um vagão posicionado sobre um trecho elevado da via férrea, além de destroços, estruturas de metal retorcidas e painéis destruídos espalhados pelo aterro inferior.
Repercussão política e apoio às vítimas
Diante da tragédia, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, suspendeu toda a sua agenda oficial para a data. “Chocado com o grave acidente ferroviário em Toledo. Meu carinho, solidariedade e apoio a todas as vítimas e suas famílias”, escreveu na rede social X.
A principal legenda de oposição, o Partido Popular, também optou por paralisar os atos de campanha com vistas às eleições antecipadas marcadas para 29 de novembro.
O histórico recente do setor e o socorro
O trecho ferroviário já havia registrado outra tragédia em janeiro de 2026, quando um acidente entre trens das mesmas operadoras Renfe e Iryo resultou em 46 mortes nas proximidades de Adamuz, na província de Córdoba. Naquela ocasião, o descarrilamento de um veículo provocou o choque com outra composição que trafegava no sentido oposto, gerando discussões públicas sobre os aportes financeiros na conservação da infraestrutura ferroviária do país.
Para auxiliar no atendimento atual, a prefeitura de Urda foi acionada pelos órgãos de socorro. O prefeito Manuel Galán declarou à rádio Cadena SER que os serviços de emergência pediram à prefeitura que preparasse instalações para receber passageiros e feridos, incluindo um pavilhão esportivo.






