Kauã Kazahaya de Arruda, de 20 anos, teve seu nome inserido na lista vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) nesta etapa das investigações sobre o assassinato do desenvolvedor de jogos e cidadão americano Tamir Nadav, de 46 anos. O crime ocorreu em Maringá, município localizado no Norte do Paraná, e teve a confirmação oficial divulgada pela Polícia Civil no dia 22 de setembro.
Mandados de prisão e fuga para o Paraguai
Além de Kauã, Angelina Oliveira da Silva, de 18 anos, também é considerada foragida pela Justiça. Embora a corporação policial tenha solicitado o registro dela no sistema internacional, o seu nome ainda não figura oficialmente no alerta. Os mandados de prisão preventiva pelos crimes de homicídio qualificado foram expedidos no dia 1º de outubro, trazendo a informação de que os investigados “se encontram, em tese, em território estrangeiro, mais especificamente no Paraguai”. Com a difusão vermelha de Kauã, forças de segurança de 196 países membros passam a atuar na busca e captura do suspeito.
Motivação financeira e gastos com os bens da vítima
A principal linha de investigação conduzida pela polícia aponta que a motivação para o homicídio esteve associada ao interesse no patrimônio do estrangeiro. O delegado Adriano Garcia esclareceu durante as diligências que os suspeitos utilizaram recursos financeiros pertencentes à vítima logo após o crime. Segundo o levantamento, apenas na aquisição de dois relógios de luxo que pertenciam a Tamir, o casal gastou a quantia de R$ 10 mil.
Dinâmica do desaparecimento e descoberta do corpo
Natural de Nova York, Tamir Nadav teve seu desaparecimento registrado em 3 de setembro, data em que uma amiga compareceu à residência dele e foi atendida por Kauã e Angelina. Na ocasião, a dupla alegou que o desenvolvedor havia viajado para São Paulo. A justificativa gerou desconfiança na conhecida, que decidiu acionar as autoridades competentes.
Em 18 de setembro, duas amigas retornaram ao endereço e perceberam que ninguém respondia aos chamados, embora as luzes permanecessem acesas ininterruptamente e houvesse um odor forte vindo do interior. A Polícia Militar foi acionada com o auxílio de uma chave reserva e constatou cenário de bagunça, com televisão ligada e alimentos sobre a mesa. No andar superior, o escritório estava “todo revirado”, e o corpo foi localizado amordaçado e com pés e mãos amarrados com fita adesiva em um cômodo trancado com cadeado.
Linha do tempo das investigações
A corporação trabalha com a hipótese de que os suspeitos abandonaram o imóvel logo após a primeira abordagem da amiga da vítima, reforçando a tese com base em indícios como a marmita intacta deixada sobre a mesa. A divulgação dos rostos dos foragidos ocorreu inicialmente no dia 24 de setembro, quando o auxílio da sociedade foi solicitado por meio de denúncias anônimas para tentar localizar o paradeiro do casal no país ou no exterior.






