O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou à agência AFP e ao jornal The New York Times que concederá vistos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a seus familiares. Uma autoridade de alto escalão afirmou que o governo norte-americano permitirá a entrada deles no país.
Viagem e ausência de documentos
Três autoridades norte-americanas confirmaram ao New York Times que o parlamentar deixou o Brasil, dois dias depois de perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao lado da mulher e das duas filhas. O paradeiro atual do senador continua desconhecido pelas autoridades.
Na segunda-feira, o Supremo Tribunal Federal determinou que Flávio entregasse seus passaportes em até 24 horas. O senador afirmou nas redes sociais que cumpriria a decisão, mas não apresentou os documentos dentro do prazo. Por causa disso, as autoridades brasileiras cancelaram seus passaportes.
Investigações e antecedentes familiares
O político é investigado por supostas ligações com o advogado Willer Tomaz, acusado de lavar mais de US$ 1 bilhão em um esquema de apostas e operações financeiras. Ele também enfrenta uma apuração sobre recursos destinados ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Até o momento, ele não foi denunciado criminalmente nesses casos.
O senador nega irregularidades e afirma ser alvo de perseguição política. O irmão de Flávio, o deputado Eduardo Bolsonaro, vive nos Estados Unidos desde 2025 e mantém vínculos com o governo de Donald Trump. Em julho, as autoridades norte-americanas concederam a Eduardo o direito de residência permanente no país, conhecido como green card.






