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Dario Durigan aponta Rafael Fonteles como forte candidato para liderar a Fazenda em eventual 4º mandato de Lula

Rafael Fonteles é excelente nome para ministro da Fazenda, diz Durigan

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), foi apontado nesta 3ª feira (27.oct.2026) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, como “um excelente nome” para assumir a chefia da pasta ministerial caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquiste um 4º mandato. Contudo, o atual titular do cargo ressaltou que a montagem da nova equipe de governo ainda não foi sacramentada.

Discussões sobre a equipe econômica

Nos bastidores do Palácio do Planalto, a definição de quem comandará a economia do país já movimenta as conversas políticas. Além do gestor piauiense, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também figura na lista de cotados para a sucessão no Ministério da Fazenda.

Sobre o preenchimento das vagas, Durigan pontuou: “Não tratamos de equipe. Isso é um assunto que o presidente [Lula] vai se debruçar nas próximas semanas para definir e acho o nome do Rafael [Fonteles] excelente”.

Reação dos mercados financeiros

No cenário macroeconômico, a movimentação dos ativos na 2ª feira (26.oct.2026) foi tratada pelo ministro como um movimento “de posição”, motivado pelas próprias projeções criadas pelos agentes financeiros, afastando a tese de falta de credibilidade com as contas do Estado.

“O mercado estava apostando em uma vitória eleitoral de um determinado candidato. O presidente Lula, em uma vitória histórica, desbancou a expectativa do mercado. E agora o mercado troca de posição”, avaliou o representante da pasta.

Ações de estabilização do Tesouro

Para conter a volatilidade gerada pelo nervosismo dos investidores, o Tesouro Nacional realizou operações de recompra de títulos públicos logo após o pleito. Segundo a autoridade econômica, a medida serviu para garantir previsibilidade: “Hoje, já estamos entrando em um momento de racionalidade. Buscamos, nesta semana, estabilizar”.

Disparidade cambial e retração da bolsa

A vitória do atual chefe do Executivo veio acompanhada de turbulências severas na economia na 2ª feira (26.oct). A taxa Ptax do dólar, aferida pelo Banco Central, saltou 9,20% e encerrou cotada a R$ 5,40, configurando a 3ª maior alta diária na história desde o lançamento do Plano Real, em 1994.

O estresse financeiro ocorreu porque os investidores aguardavam o triunfo de Flávio Bolsonaro (PL), visto pelo setor corporativo como um nome mais alinhado a cortes rígidos de gastos fiscais. A frustração com as urnas também derrubou o Ibovespa, principal índice da B3, em 13,88%. De acordo com dados da consultoria Elos Ayta, o tombo representou a 3ª maior retração diária desde a crise sanitária da covid-19 e a 5ª maior desde 1994.

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