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Ibovespa desaba 13,43% e registra maior tombo desde a crise da covid-19

Ibovespa tem maior queda desde a pandemia de covid-19

O mercado financeiro brasileiro registrou nesta segunda-feira, 26, uma sessão de perdas históricas. O Ibovespa recuou 13,43%, fechando aos 177.539,81 pontos em dados preliminares, o que representa a maior desvalorização diária desde março de 2020, início da pandemia de covid-19.

Impacto eleitoral no mercado

A forte baixa foi impulsionada pela reação dos investidores à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado eleitoral gerou uma correção expressiva nos preços dos ativos negociados na B3.

No domingo, 25, o petista venceu a disputa no segundo turno com 51,79% dos votos válidos, superando o senador Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 48,21%. A diferença foi de 4,4 milhões de votos. Grande parte do mercado financeiro estava posicionada para uma vitória do candidato do PL, apostando em um governo considerado mais favorável à agenda fiscal.

Circuit breaker acionado

Com a volatilidade extrema, a B3 precisou acionar o circuit breaker, mecanismo regulatório que paralisa temporariamente os negócios em momentos de forte oscilação. Foi a primeira vez que a ferramenta foi utilizada desde 2020.

No pior momento do pregão, o índice chegou a derreter mais de 17%, atingindo 169.516,43 pontos. Após a retomada dos negócios, por volta das 10h48, o indicador operava em baixa de 16,8%, aos 170,4 mil pontos, antes de atenuar parte das perdas no encerramento da sessão. O volume financeiro negociado totalizou R$ 109,24 bilhões antes dos ajustes finais.

Ações de varejo lideram as perdas

Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as empresas mais sensíveis ao cenário macroeconômico lideraram a desvalorização. O Magazine Luiza despencou 58,23%, seguido por Vamos (-56,79%), Hapvida (-54,93%) e C&A (-47,47%).

Os papéis da própria B3 chegaram a perder quase 50% no início do pregão, fechando a sessão em queda de 36,28%. Já as ações da Petrobras registraram baixa de 8,18%, refletindo o clima de cautela generalizada entre os agentes econômicos.

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