Uma manicure de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, foi vítima de violência e teve sua motocicleta levada por criminosos durante o último sábado (24), no bairro Ipiranga, localizado na zona Norte da cidade.
Abordagem após conserto de pneu
De acordo com o relato da vítima, identificada como Débora Cristina dos Santos, o crime ocorreu logo após ela sair de uma borracharia na Rua Pará. Ela havia deixado o expediente e seguia em direção à residência de uma conhecia quando o pneu do veículo apresentou problema.
Ao retornar do estabelecimento, a mulher foi interceptada por dois assaltantes que também ocupavam uma motocicleta.
“Eles vieram perto de mim. Achei que queriam uma informação, mas eles falaram ‘é um assalto’. Eu pedi calma, disse que a moto não era minha. Mas já me deram um murro e eu desci da moto, entreguei. Ele viu que o meu celular estava no seio, ele já pegou o celular e foi embora”, diz.
Ameaça e prejuízo financeiro
Apesar do impulso inicial de reação, a trabalhadora recuou após um dos bandidos sugerir estar armado, optando por preservar sua integridade física.
“Aí eu pensei ‘antes minha vida do que a moto, ela tem seguro’. Mas foi uma coisa bem desconfortável. Subi até a minha amiga à pé para chamar a polícia.”
O veículo levado pelos criminosos era utilizado para o exercício profissional da manicure e havia sido adquirido por meio de financiamento em nome do filho dela. A esperança da vítima recai sobre o ressarcimento da seguradora para abater o saldo devedor junto à instituição financeira.
“É uma moto de trabalho, eu financiei no nome do meu filho e estou pagando ainda. Vamos ver se o seguro aceita para pagar pelo menos uma parte da dívida.”
Sensação de insegurança na região
Para Débora, a ação criminosa começou antes da abordagem definitiva, com a suspeita de que era monitorada desde a saída da borracharia em meio à iluminação precária da via.
“Quando eu virei, acho que já estavam me seguindo. A rua é escura, eu não percebi. Eu fiquei muito surpresa, fiquei com um sentimento de quase morte. Não sabia se iam me bater ou matar. Eu fiquei muito chateada.”
Moradora do município há meia década, a manicure criticou a ausência ostensiva de patrulhamento policial e avalia deixar a cidade devido ao crescimento da criminalidade recente. Até o momento desta publicação, nenhum dos suspeitos envolvidos na ocorrência foi localizado pelas autoridades policiais.






