Home / Política / Presidente do Novo diz que eleição revela que o país não é democracia

Presidente do Novo diz que eleição revela que o país não é democracia

Para presidente do Novo, resultado da eleição prova que Brasil não é democracia

O resultado do segundo turno da eleição presidencial, realizado neste domingo, 25, foi classificado pelo presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, como “a prova de que o Brasil não é uma democracia”. A legenda protocolou três ações judiciais com o objetivo de cassar a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que garantiu a vitória com uma margem de 4,4 milhões de votos à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Acusações contra o Partido dos Trabalhadores

Durante coletiva, Ribeiro imputou ao PT o uso de estratégias desleais e o acionamento judicial para assegurar o resultado nas urnas. “Como se não bastasse fazer uma campanha cheia de mentiras, o PT usou como nunca a máquina pública e o STF para se manter no poder”, disse.

Cobrança de posicionamento da Justiça Eleitoral

O dirigente cobrou celeridade dos órgãos competentes em relação aos processos apresentados pela sigla oposicionista. “Temos três ações pedindo a cassação da chapa de Lula”, afirmou Ribeiro. “Cabe agora à Justiça cumprir seu papel, se ainda existe Justiça neste país.”

A decisão do ministro Cristiano Zanin

As contestações direcionadas ao Supremo Tribunal Federal ocorrem após a determinação do ministro Cristiano Zanin, que prorrogou o período de votação em duas horas em território nacional. Na qualidade de relator, o magistrado acolheu solicitação da coligação governista, que reportou escassez de transporte público para eleitores em Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana, no Estado da Bahia.

Conforme o documento oficial, a demanda chegou ao conhecimento do ministro às 16h32, sendo tratada como urgência. A publicação ocorreu às 17h03, momento em que grande parte dos colégios eleitorais já havia encerrado o pleito. A apuração oficial chegou a iniciar, mas foi suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral por volta das 17h20.

Desdobramentos e restrições na votação

Posteriormente, o ministro limitou a extensão do horário apenas aos locais onde o equipamento de votação ainda recebia eleitores no instante da ordem. Antes disso, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, havia pontuado que as falhas logísticas no transporte público já passavam por resolução.

Vale destacar que a coligação de Flávio Bolsonaro também havia solicitado a extensão do prazo de votação, mas a petição restringia-se aos Estados atingidos por precipitações pluviométricas.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *