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Dólar dispara e bolsa desaba após vitória de Lula no segundo turno

Dólar abre em alta de 8% após vitória de Lula no 2º turno; ações brasileiras caem no exterior

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (26) em forte alta, registrando um avanço de 8,65% perto das 9h e sendo cotado a R$ 5,4248. O resultado do segundo turno das eleições presidenciais se tornou o principal destaque do dia, com a reeleição de Lula (PT) superando a expectativa de parte dos investidores, que projetavam uma vantagem de Bolsonaro.

Repercussão no mercado e contas públicas Com a vitória do petista, a expectativa é que os agentes econômicos reavaliem projeções para o câmbio, juros, contas públicas e a Bolsa. O Boletim Focus, dados de confiança e o investimento estrangeiro direto também entraram no radar dos analistas.

“O principal foco dos investidores será a condução da política fiscal no quarto mandato de Lula. A trajetória da dívida pública, o controle das despesas e a credibilidade das metas fiscais serão determinantes para a confiança dos agentes econômicos”, disse Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora.

Em paralelo, especialistas destacam que a equipe econômica busca sinalizar medidas para reverter o cenário de incerteza.

“Em paralelo, a equipe econômica sinaliza uma PEC com revisão de gastos obrigatórios e busca do centro da meta fiscal”, afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Lev DTVM.

Queda de ativos no exterior e risco de judicialização A vitória de Lula também já se reflete de maneira imediata nas ações brasileiras negociadas fora do país. O EWZ, principal fundo que acompanha os papéis brasileiros em Nova York, registrou queda de 26,16% antes da abertura dos mercados. Além da pauta fiscal, profissionais do mercado apontam riscos de instabilidade política devido a possíveis questionamentos na Justiça sobre o pleito.

“Não dá para descartar discussões sobre uma eventual judicialização do resultado ou outros desdobramentos políticos. Esse ambiente de incerteza tende a impactar os preços dos ativos”, avaliou William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.

Cenário internacional e histórico de quedas No exterior, os investidores acompanham os preços do petróleo em meio aos desdobramentos diplomáticos entre Estados Unidos e Irã, além das reuniões de juros de bancos centrais globais, como o Federal Reserve. No Brasil, o foco se volta para a possibilidade de acionamento do circuit breaker na B3, mecanismo que interrompe as negociações em caso de quedas drásticas no Ibovespa, algo que não ocorria desde a pandemia de Covid-19 em 2020.

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