Logo após garantir seu quarto mandato presidencial no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) direcionou duras críticas às grandes empresas de tecnologia e defendeu a necessidade de estabelecer regras para a atuação das plataformas digitais no país.
Combate aos crimes virtuais e críticas econômicas
Durante seu pronunciamento de vitória, o petista argumentou que a disputa eleitoral precisou superar interferências externas vindas de redes sociais, reforçando que o setor exige intervenção estatal. O chefe do Executivo criticou o modelo de negócios dessas corporações e mencionou o impacto financeiro e político delas.
“Foi uma eleição que tivemos que vencer a intromissão vindo de fora para dentro, vindo de plataformas de redes sociais e vamos ter que regula-las. Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime no mundo digital precisa ser tratado como crime na vida real”, afirmou o mandatário.
O presidente eleito ainda apontou que o país não pode tolerar corporações gigantescas acumulando lucros milionários sem a devida tributação, além de tentarem influenciar diretamente os pleitos eleitorais da nação.
Disputa acirrada e inédita virada no segundo turno
A confirmação do resultado ocorreu pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h08, com 97% das urnas apuradas, garantindo a vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na eleição de 2026. Com o triunfo, Lula assegurou mais quatro anos de gestão no Palácio do Planalto e definiu o pleito como um marco contra a desinformação.
“Essa não foi uma vitória minha e do Alckmin, foi uma eleição de honradez, nacionalismo e democracia. O futuro que vocês querem para vocês que fez a gente virar“, declarou o político, destacando também que o resultado representou uma derrota do negacionismo e da mentira.
O pleito deste ano entrou para a história como o mais disputado desde a redemocratização em 1989. Pela primeira vez, um candidato que terminou a primeira etapa atrás na contagem de votos conseguiu reverter o cenário no segundo turno. No dia 4 de outubro, Flávio Bolsonaro liderou inicialmente com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do petista, registrando a menor margem de diferença entre os dois primeiros colocados na história das eleições diretas, com cerca de 2,2 milhões de eleitores separando ambos.
Novas diretrizes para a administração pública
Ao demonstrar gratidão aos eleitores que saíram às ruas em defesa do regime democrático, o líder do Executivo prometeu mudanças na forma de administrar o país e sinalizou que pretende ampliar a participação popular nas decisões governamentais, incluindo o uso da comunicação digital nos próximos anos.
“Essa eleição me ensinou muitas lições, posso garantir que vamos mudar o jeito de governar esse país. Quero dizer para vocês que vamos fazer o povo participar mas das nossas decisões”, completou o presidente.






