A senadora Tereza Cristina (PP-MS) declarou nesta segunda-feira (12) o seu interesse em fazer história na política brasileira ao assumir o comando do Senado Federal. Metade de seu mandato de oito anos já foi concluído, e a parlamentar revelou que já tratou do assunto com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), além de dialogar com outros colegas parlamentares sobre o cenário político futuro.
Articulações para a sucessão A escolha do próximo dirigente da instituição legislativa dependerá diretamente da nova configuração que será formada no Congresso a partir de 2027. Questionada sobre uma eventual disputa direta contra Alcolumbre, a senadora pontuou que o cenário continua em aberto para as próximas negociações.
Outros nomes na disputa O senador Rogério Marinho (PL-RN) também manifestou interesse na cadeira presidencial, e Tereza Cristina reconheceu proximidade ideológica com o parlamentar potiguar. A definição final sobre as alianças partidárias e os apoios políticos também estará atrelada aos desdobramentos do cenário eleitoral e presidencial.
Debate sobre a PEC da escala 6×1 A proposta de emenda à Constituição que visa abolir o regime de trabalho 6×1, com votação agendada para quarta-feira (14), foi alvo de avaliações da senadora. Ela pretende negociar com o bloco oposicionista a apresentação de modificações no texto original.
Impactos econômicos e legislativos Para a representante do Mato Grosso do Sul, a pressa em aprovar a matéria possui motivação eleitoral, sendo fundamental analisar com cautela os reflexos na geração de empregos e na economia nacional. Embora apoie o descanso estendido aos trabalhadores, ela defende que inserir regras tão específicas diretamente na Constituição pode gerar desequilíbrios entre os diversos setores produtivos.
Discussões sobre o Supremo Tribunal Federal Outro ponto abordado pela parlamentar envolve a possibilidade de dar andamento a pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima legislatura, a partir de 2027. Segundo sua avaliação, a pauta ganhou forte apelo popular durante as campanhas eleitorais e exigirá respostas dos parlamentares empossados.






