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Bia Kicis defende anistia ampla para presos do 8 de janeiro no Senado

Bia Kicis: “A anistia ampla ao 8/1 estará entre as minhas prioridades”

A deputada federal Bia Kicis, eleita pelo Distrito Federal, pretende assumir uma cadeira no Senado em fevereiro de 2027 com o objetivo central de pautar uma anistia ampla aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A parlamentar sustenta que a medida é indispensável para a reconciliação do país, ressaltando que “Não existe verdadeira pacificação sem Justiça”. Formada em Direito pela Universidade de Brasília, com passagem pela Procuradoria do DF e presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a política quer ver o perdão indo muito além de uma simples redução de penas.

Foco nas mudanças estruturais do Supremo Tribunal Federal

Além da anistia aos manifestantes, a futura senadora pretende direcionar esforços para a análise de pedidos de impeachment contra magistrados do STF, colocando o caso do ministro Alexandre de Moraes como prioridade máxima. Sua agenda reformista para o Judiciário também engloba a implementação de mandatos fixos para os ministros da Corte, a revisão da idade mínima exigida para o cargo e alterações nos critérios de indicação.

Estratégia para a presidência do Senado e articulação política

Para que essa pauta avance, a parlamentar avalia que o comando da Casa legislativa será determinante. Defensora de uma candidatura própria do PL, legenda que contará com a maior bancada na Casa, ela aponta o senador Rogério Marinho como o nome mais preparado para a disputa pelo comando institucional. “Precisamos de uma liderança que não se omita diante das responsabilidades institucionais da Casa”, pontuou sobre a necessidade de independência do Legislativo.

Construção de maioria e relação com o Executivo

Apesar de projetar um cenário mais favorável para a direita a partir de 2027, Kicis adota cautela em relação a prazos e garantias de aprovação imediata para suas propostas. “Não seria responsável prometer que todas essas medidas serão aprovadas imediatamente”, ponderou, reforçando que a articulação de uma maioria estável exigirá amplo diálogo com diferentes legendas em torno da responsabilidade fiscal, da segurança pública e da harmonia entre os Poderes.

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