As pesquisas eleitorais mais recentes para o segundo turno da disputa presidencial revelam que o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 17 dos 18 levantamentos compilados, enquanto o atual mandatário lidera em apenas um estudo, sem registro de empates numéricos.
Panorama dos votos válidos e principais institutos A comparação considera exclusivamente os votos válidos — excluindo brancos, nulos e eleitores indecisos — com base em entrevistas conduzidas entre os dias 12 e 24 de outubro. Os dois candidatos se enfrentam nas urnas no segundo turno marcado para este domingo.
Entre os principais levantamentos, o PoderData/Aya (23 a 24 de outubro) aponta Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos contra 49% de Lula, mantendo o mesmo patamar da rodada anterior. Já o Datafolha (23 a 24 de outubro) traz idênticos 51% a 49% para o senador e o petista, revertendo o empate numérico registrado no levantamento divulgado anteriormente em 22 de outubro.
Variações e margens de erro nas pesquisas nacionais Outros institutos também registraram oscilações na reta final. Na pesquisa BTG/Nexus, Flávio pontua com 50,5% ante 49,5% de Lula (chegando a 52,4% no modelo de propensão ao comparecimento). O AtlasIntel/Bloomberg indica 50,8% para o candidato do PL e 49,2% para o candidato do PT.
Índices semelhantes aparecem em institutos como Indexa/Broadcast (51% a 49%), Instituto França (51,4% a 48,6%), CNT/MDA (50,7% a 49,3%), Palver (51% a 49%) e Quaest (51% a 49%). Margens maiores foram detectadas por Gerp, Real Time Big Data e Alfa Inteligência, todas apontando 52% a 48% para o senador.
Exceção no cenário estatístico O único levantamento da compilação em que o presidente Lula aparece numericamente à frente é o da Vox Brasil, realizado entre 20 e 22 de outubro, que registra 50,6% dos votos válidos para o petista e 49,4% para o adversário.
Metodologia e contexto da disputa Os levantamentos contemplam diferentes metodologias, tamanhos de amostra e períodos de coleta registrados na Justiça Eleitoral. Os dados não configuram uma série temporal única, servindo como panorama do momento político na véspera da votação definitiva de 2026.






