A candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral para contestar o modelo de atuação digital adotado por contas que divulgaram material em conjunto com Flávio Bolsonaro.
Monitoramento identifica centenas de perfis
De acordo com o documento jurídico apresentado, o setor de varredura e acompanhamento da campanha do atual presidente detectou 1.826 postagens na rede social Instagram feitas em parceria de coautoria, envolvendo um total de 492 contas diferentes.
Acusações de abuso e pedidos judiciais
Na peça enviada à Justiça Eleitoral, a coligação argumenta que há indícios de utilização irregular dos canais de comunicação e de abuso de poder financeiro. Por conta disso, os advogados exigiram a retenção e o armazenamento de todos os registros virtuais, além da qualificação completa dos administradores das páginas investigadas.
Adicionalmente, a representação requereu que as empresas Meta e Shopee guardem os dados cadastrais, revelem os nomes por trás dos perfis e retirem do ar endereços eletrônicos voltados à comercialização de mercadorias.
Os representantes do diretório petista sustentaram que uma parcela expressiva das páginas envolvidas na articulação direcionava o público consumidor para itens comerciais associados diretamente à disputa política.
O caso agora segue sob análise da Justiça Eleitoral, que deverá avaliar os pedidos de liminar e a procedência das acusações formuladas pela coligação contra a estratégia de divulgação online.






