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Ataque armado em igreja na Jordânia deixa nove mortos após falecimentos no hospital

Sobe para nove o número de mortos em ataque armado em igreja na Jordânia

O número de vítimas fatais de um atentado a tiros ocorrido em uma igreja no sul da Jordânia aumentou para nove neste sábado (24), após o falecimento de mais dois feridos que estavam internados em estado crítico. A tragédia aconteceu durante um velório na vila de Hammoud, localizada na província de Karak.

Detalhes do atentado e vítimas hospitalizadas

A confirmação do aumento no número de mortos foi repassada à agência AFP pelo ministro da Saúde, Ibrahim Al Bdour. “O número de vítimas fatais no ataque contra a igreja da localidade de Hammud”, na província de Karak, “aumentou para nove após a morte de um segundo ferido que estava em estado crítico”, afirmou o ministro. Ainda de acordo com a pasta, outras 25 pessoas permaneciam sob cuidados médicos em hospitais da região.

No dia anterior, logo após a investida criminosa, o balanço oficial apontava sete óbitos e 34 feridos. De acordo com informações repassadas pela Direção de Segurança Pública, os criminosos invadiram o templo greco-ortodoxo e dispararam indiscriminadamente contra as pessoas que participavam de um cortejo fúnebre.

Reação do governo e investigação

Atentados direcionados à minoria cristã — em um país majoritariamente muçulmano sunita — são considerados raros. O ministro do Interior, Mazen Al Faraya, classificou a ação como obra de “um grupo de extremistas” e garantiu que “os serviços de segurança estão mobilizados sem descanso para localizar os autores”.

O rei Abdullah II esteve em um hospital para visitar os feridos e utilizou uma rede social para se manifestar. Segundo o monarca, “o atentado terrorista contra Karak receberá a resposta mais dura”. Ele reforçou ainda, após uma reunião do Conselho de Segurança, que “a segurança e a proteção dos jordanianos são linhas vermelhas que não devem ser cruzadas”.

Como desdobramento institucional, o primeiro-ministro Jafar Hassan decretou luto nacional de três dias a partir de sexta-feira (23), determinando que as bandeiras sejam mantidas a meio-mastro em todas as repartições públicas e governamentais do país.

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