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Confrontos na França levam polícia a usar gás lacrimogêneo em atos

Protestos na França: polícia usa gás lacrimogêneo em Lyon e Pau; VÍDEO

As forças de segurança francesas utilizaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o início de tumultos e conter manifestantes em diferentes regiões do país neste sábado (24), enquanto atos contra o custo de vida mobilizavam milhares de pessoas.

Confrontos e uso de gás em Lyon e Pau

Em Lyon, terceira maior cidade do território francês, agentes dispararam munições de efeito moral depois que participantes de um protesto tentaram bloquear uma via próxima a uma faculdade e a uma delegacia, gerando um pequeno confronto. Já em Pau, registros em vídeo mostraram momentos de correria após o lançamento das bombas de gás. A agência AFP informou que o recurso também foi empregado pelas autoridades em Lille, Toulouse e Nantes.

Prisões preventivas e forte esquema de segurança

O ministro do Interior, Laurent Nunez, informou que 135 pessoas foram detidas em todo o país. Boa parte dessas prisões ocorreu após revistas preventivas que resultaram na apreensão de materiais como bolas de metal, fogos de artifício, estilingues, armas improvisadas, uma katana e itens de airsoft. Na véspera, as autoridades anunciaram a mobilização de 70 mil policiais para evitar novos episódios de depredação e violência.

“Temos que ser extremamente ágeis. Recebemos muitos pedidos de interrupção por parte de grupos políticos e, simplesmente, de criminosos. Vai ser um dia longo”, afirmou ele a repórteres.

Impacto no comércio e fechamento de museus

Devido à expectativa de novos atos, pontos turísticos importantes de Paris, como o Museu do Louvre, o d’Orsay, o Museu Picasso e o Grand Palais, decidiram fechar as portas. A feira Art Basel também alterou sua programação. Comerciantes ergueram barricadas em cerca de 3.000 estabelecimentos para evitar novos saques, relembrando os danos registrados na semana anterior.

Restrições e atos autorizados

Os protestos deste sábado ocorreram sob forte controle estatal, com manifestações permitidas em pelo menos oito grandes cidades sob regras específicas de circulação. Em Paris, o trajeto sindical entre as praças da Bastilha e da Nação foi liberado, enquanto atos estudantis e dos coletes amarelos acabaram proibidos. Toques de recolher também foram decretados em pelo menos dez municípios franceses para conter a escalada de tensão.

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