O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes deu o primeiro passo oficial para solucionar os problemas logísticos na região central do estado ao publicar o edital de licitação para erguer uma nova travessia na BR-235. O investimento previsto é de R$ 430 milhões e engloba desde a elaboração dos projetos até a demolição e a reconstrução completa do trecho sobre o Rio Tocantins, entre os municípios de Pedro Afonso e Tupirama.
Detalhes do processo licitatório
O aviso oficial foi veiculado no Diário Oficial da União e estabelece que a seleção da construtora ocorrerá pelo critério de menor preço. A data marcada para a abertura das propostas comerciais é 22 de janeiro de 2027, embora o cronograma oficial ainda não estabeleça um prazo exato para o início efetivo dos trabalhos de engenharia na rodovia.
A empresa vencedora da concorrência pública assumirá múltiplas responsabilidades. O contrato abrange a criação dos projetos básico e executivo, a execução física da obra, a remoção da estrutura antiga e o monitoramento tecnológico contínuo da nova edificação rodoviária.
Histórico de interdições e problemas no tráfego
A necessidade de uma nova estrutura surgiu após vistorias técnicas apontarem falhas severas na antiga Ponte Prefeito Leôncio Miranda, inaugurada em dezembro de 2007 com 1.060 metros de extensão e 24 pilares. As restrições de trânsito começaram em maio de 2026 e evoluíram para o bloqueio total por motivos de segurança, sendo parcialmente flexibilizada meses depois apenas para carros de passeio e motocicletas.
Veículos pesados e caminhões continuam proibidos de passar pelo local, dependendo obrigatoriamente do transporte por balsas. A situação gerou transtornos logísticos severos, com episódios em que embarcações encalharam durante o período de estiagem, deixando motoristas ilhados por mais de 18 horas no leito do Rio Tocantins.
Impacto econômico no Matopiba
Como a região afetada funciona como um corredor estratégico para o escoamento da produção agroindustrial do Matopiba, a paralisação provocou prejuízos econômicos e logísticos expressivos. Para mitigar o problema, a prefeitura local decretou situação de emergência e o governo estadual viabilizou o serviço provisório de travessia fluvial enquanto o Dnit conduzia os estudos definitivos que culminaram na licitação atual.






