O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou em 23 de outubro de 2026 ter ordenado uma ação judicial para barrar a oficialização do pleito senatorial no Alasca caso o senador Dan Sullivan seja derrotado pela democrata Mary Peltola na votação marcada para 3 de novembro. “Fui eu quem mandou fazer isso”, disse a jornalistas, conforme informações da Associated Press.
Contexto da petição judicial Protocolada pelo Departamento de Justiça em 22 de outubro, a medida aponta a possibilidade de que o candidato Daniel J. Sullivan receba sufrágios de eleitores que pretendiam votar no atual senador republicano.
A estratégia do governo federal condiciona o pedido de suspensão a um cenário específico de derrota, exigindo que a certificação seja travada até que ocorra uma apuração sobre a real intenção dos votantes no sistema de recontagem por preferência.
Entenda o sistema eleitoral do Alasca O estado adota o voto rankeado, permitindo que os cidadãos ordenem os concorrentes na cédula. Caso nenhum nome atinja a maioria absoluta na primeira contagem, o menos votado é descartado e suas preferências são redistribuídas, possibilitando que ambos os candidatos com o mesmo sobrenome apareçam na mesma lista.
A petição apresentada busca apenas uma ordem judicial restrita à oficialização do resultado sob circunstâncias específicas, sem alterar o andamento da votação ou excluir nomes do pleito.
O candidato homônimo Daniel J. Sullivan, professor aposentado e ex-funcionário do Serviço Florestal, concorre sem filiação partidária impressa na cédula, embora seja registrado como republicano. A participação dele foi garantida pela Suprema Corte do Alasca em junho de 2026, após tentativas estaduais de impugnação.
O professor rejeita acusações de conluio com a campanha democrata ou de tentativa de confundir o eleitorado, reforçando em declarações anteriores que a população deve pesquisar para diferenciar os postulantes ao cargo.
Repercussão e críticas políticas A intervenção gerou forte reação no cenário político local. A adversária Mary Peltola criticou o uso de influência federal para interferir no pleito, enquanto a senadora republicana Lisa Murkowski reprovou a medida, pontuando que as cédulas já distinguem claramente os políticos.
O episódio ocorre em meio às eleições de meio de mandato que decidem o equilíbrio de forças no Congresso norte-americano, sucedendo mudanças administrativas promovidas por Trump em órgãos de apoio técnico aos pleitos estaduais.






