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The Economist classifica Lula como gigante da política e compara Flávio ao pai

“Economist” chama Lula de “gigante” e vê Flávio à imagem do pai

A revista britânica The Economist classificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como “um gigante da política latino-americana” que busca “preservar seu legado” ao tentar a reeleição. A avaliação foi publicada no monitor de pesquisas da eleição brasileira, atualizado neste sábado (24.out.2026). Na mesma edição, o senador Flávio Bolsonaro (PL) é retratado como um concorrente cujas “propostas revelam que segue os mesmos moldes do pai”, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Legado social e ambiental de Lula De acordo com o veículo estrangeiro, o petista construiu uma trajetória marcada pela “retirada de milhões de brasileiros da pobreza por meio de programas sociais e a ampliação do acesso às universidades”, além de ser “reconhecido por reduzir o desmatamento ilegal” na floresta amazônica.

Críticas econômicas e judiciais Apesar dos avanços sociais, a publicação aponta que “muitos eleitores se irritaram com ele. Eles não estão impressionados com o seu histórico em matéria de economia, crime e corrupção”. O periódico pontua que “as dispendiosas políticas” do atual mandatário “não o tornaram querido pelos investidores”, citando a expansão da dívida pública, os juros reais elevados e escândalos passados do partido. “O próprio presidente cumpriu 19 meses de prisão por corrupção, antes de a sua condenação ser anulada por um detalhe técnico em 2021”, afirma.

A estratégia e as propostas de Flávio Bolsonaro Do outro lado da disputa, Flávio “iniciou a campanha sublinhando as suas credenciais moderadas”, mas logo alinhou seu discurso aos ideais paternos. “Ele é a favor do impeachment de juízes do Supremo Tribunal Federal e fez afirmações incorretas de que as urnas eletrônicas do Brasil são fabricadas por uma empresa acusada de fraude”, destaca a reportagem, que acrescenta: “As suas principais propostas são libertar o pai, adotar políticas de segurança duras e reduzir os gastos públicos, bem como a burocracia, especialmente em torno do licenciamento ambiental”.

Controvérsias e formação da chapa A revista também aponta que “alguns eleitores de direita desconfiam” do parlamentar, lembrando que ele “foi investigado por corrupção e tem ligações com mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, fundador do banco Master. “Áudios vazados revelaram que ele [Flávio] pediu dinheiro a um banqueiro em desgraça, responsável pela maior fraude bancária de todos os tempos no Brasil”, relata a publicação, mencionando ainda que múltiplos nomes recusaram o convite para vice antes de a vaga ser ocupada. “[Flávio] escolheu Alfredo Gaspar [PL-AL], um congressista pouco conhecido que foi acusado de violar uma menina de 13 anos. Gaspar nega as acusações, diz.

Vale destacar que o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou em 6 de outubro o arquivamento do pedido de investigação contra Gaspar referente à notícia de fato apresentada à Polícia Federal por suspeita de estupro de vulnerável.

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