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Aliados de Flávio criticam falas de Lula e defendem senador após debate

Aliados de Flávio criticam falas de Lula em debate

Após o último debate presidencial exibido pela TV Globo, apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) utilizaram as redes sociais nesta sexta-feira, 23, para exaltar a performance do candidato e repudiar as declarações feitas por Luiz Inácio Lula da Silva.

Repercussão entre governadores

As postagens concentraram elogios ao preparo do senador, além de fortes contestações às falas do petista sobre segurança pública e o cenário na Argentina. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), enfatizou a necessidade de uma liderança focada em resultados concretos para o país.

“O Brasil precisa de um presidente que saiba o que fazer, tenha coragem para tomar as decisões certas e competência para colocar o país de volta no caminho do desenvolvimento e da prosperidade”, afirmou Tarcísio em sua conta oficial.

Em outra publicação, o governador paulista direcionou seus ataques ao uso eleitoral de programas de assistência, tema abordado durante o confronto televisivo em que Lula defendeu seu legado e Flávio questionou os impactos na renda da população.

“Existe uma diferença brutal entre quem usa os benefícios sociais como moeda de troca eleitoral para se perpetuar no poder e quem realmente deseja ver o povo prosperar”, afirmou o governador reeleito. “Quem se preocupa com as pessoas de verdade não quer mantê-las eternamente dependentes do Estado, mas criar oportunidades para que conquistem sua independência, sua dignidade e sua liberdade.”

Avaliação de Sergio Moro e críticas à segurança

Presente no estúdio do debate, o governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), também destacou o desempenho de Flávio, ressaltando sua serenidade e domínio técnico diante das câmeras.

O senador apontou que o candidato “mostrou tranquilidade na exposição, preparo e domínio sobre os temas”, definindo-o como “O estadista que todos esperavam”. Moro ainda projetou que “A eleição já estava definida em favor do Flávio, mas agora será por margem maior”.

Em contrapartida, Moro criticou a declaração de Lula sobre “acabar com a polícia”, frase dita pelo presidente durante a discussão sobre segurança pública ao vincular a aprovação de uma PEC à criação de um ministério específico e à retomada de territórios dominados pelo crime. Em outro momento, o paranaense afirmou que o petista estava desorientado durante o programa e precisou de auxílio do mediador César Tralli.

“Se tiver dúvida e pouco tempo, veja as considerações finais: Flávio falou ao país enquanto Lula atacou o adversário”, escreveu.

Polêmica regional e economia argentina

O governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), direcionou suas críticas às menções feitas por Lula às regiões Sul e Sudeste durante o evento.

“Desrespeita os gaúchos e todos os brasileiros do Sul e Sudeste ao insinuar que não nos importamos com o Nordeste”, declarou Zucco. “O Brasil é um só”, prosseguiu. “E precisa de um presidente que una o país, não que coloque brasileiros contra brasileiros. Ainda bem que está chegando a hora de mudar.”

Já o ex-deputado Eduardo Bolsonaro rebateu as críticas do petista ao presidente argentino, Javier Milei. No confronto, Lula tentou associar as propostas econômicas de seu adversário à situação do país vizinho.

“Na Argentina a pobreza chegou a 40%, o povo está comendo carne de burro”, afirmou Lula, ao contestar a defesa de um modelo semelhante ao de Milei.

Em resposta, Eduardo acusou o presidente de propagar dados falsos e recorreu aos registros oficiais do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina, o Indec: “Após Milei assumir a presidência da Argentina a pobreza caiu de 41% para 32%”.

Encerrando a onda de manifestações, o senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) celebrou o resultado do encontro com um tom otimista e festivo, descrevendo o debate como um momento decisivo para a campanha.

“Ainda que não fosse o Flávio o debatedor, o Lula ia perder”, analisou. “Porque ele perde por ele mesmo. É só deixar ele abrir a boca. (…) Hoje foi caixão fechado. Sacramentou a nossa vitória.”

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