Um registro em vídeo feito na maior boca de caverna do mundo, localizada em Iporanga, no interior paulista, ganhou grande repercussão internacional ao enganar os olhos de quem assiste e parecer uma cachoeira que despenca diretamente do céu.
O fenômeno na Casa de Pedra
O cenário impressionante foi capturado na Casa de Pedra, formação rochosa que impressiona por sua magnitude no estado de São Paulo. Na gravação, a água que escorre pelas fendas do teto, funcionando como um chuveiro natural, alinhou-se perfeitamente com um halo solar, gerando a ilusão de que o líquido caía das nuvens em meio a um anel luminoso ao redor do Sol.
O halo solar acontece quando a luz solar atravessa cristais de gelo presentes em nuvens elevadas. Esses elementos atuam como prismas naturais, refratando a claridade e criando o efeito óptico que chamou a atenção no céu do interior paulista.
A jornada do guia de montanha
O autor do registro de grande repercussão foi o guia de montanha Giba Morais, que saiu de Curitiba para realizar a trilha no último dia 17, acompanhado por três amigos e um monitor local. Com 197,1 metros de altura, a entrada da cavidade subterrânea surpreendeu o grupo.
“Naquele instante, percebi um fenômeno natural chamado halo solar acontecendo e procurei o melhor ângulo para registrar a cena […] Foi um momento extraordinário, em que a natureza nos presenteou com uma imagem que acabou alcançando pessoas do mundo inteiro”, afirmou Giba Morais.
Após a divulgação nas redes sociais, o material ultrapassou a marca de oito milhões de visualizações, atraindo o interesse de portais de notícias de vários países e gerando comentários divertidos na internet, como “Isso é real?”, “Purpurina caindo do céu 🤩”, “Quem furou o saco do arco-íris? 😂” e “Meu Deus 😮😮😮 Que perfeição é essa???”.
A grandiosidade e as regras do local
O título de maior boca de caverna do planeta foi chancelado por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) após uma rigorosa expedição. A região integra o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), santuário ecológico que protege mais de 400 cavidades em meio à Mata Atlântica, onde já foram avistadas espécies como onças, jaguatiricas e arapongas.
Contudo, o local carrega histórico de restrições desde 2003, quando um incidente fatal com tromba d’água vitimou um guia e um turista. Atualmente, a entrada na cavidade permanece proibida ao público enquanto o Plano de Manejo Espeleológico do Petar não for concluído, embora a caminhada de três horas até o imponente pórtico — o mesmo trajeto percorrido pelo autor do vídeo — continue liberada para os visitantes.






