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Agronegócio lidera financiamento de campanha para Lula e Flávio Bolsonaro

Eleição 2026: maiores doadores de Flávio Bolsonaro e Lula são do agro; veja propostas e desafios para o setor

Dados parciais da prestação de contas entregues ao Tribunal Superior Eleitoral revelam que os maiores financiadores individuais das campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro são figuras de destaque no agronegócio brasileiro.

Financiamento de campanha e regras eleitorais Embora a legislação brasileira proíba repasses financeiros de pessoas jurídicas para disputas eleitorais, a contribuição de pessoas físicas permanece autorizada dentro dos limites previstos em lei.

Erasmo Carlos Battistella, que lidera o ranking de doadores da chapa petista com um repasse de R$ 500 mil, atua como CEO da Be8 e integra o “Conselhão” do governo federal. O empresário do setor de biodiesel repetiu o mesmo valor de contribuição para a campanha do senador Flávio Bolsonaro, cujo principal doador individual é o empresário Eloi Vitório Marchett, ligado à cadeia da soja, com um aporte de R$ 2 milhões.

Propostas de Lula para o campo O plano de governo do candidato petista contempla a expansão do crédito rural por meio do Plano Safra e do Pronaf, além da digitalização dos serviços e do fortalecimento da agricultura familiar. A proposta também inclui a criação de um programa de resiliência climática, incentivos à bioenergia, ampliação da diplomacia internacional para abertura de mercados e investimentos em pesquisa com o apoio da Embrapa.

Propostas de Flávio Bolsonaro para o setor rural Por sua vez, o plano do candidato do PL prioriza a expansão da conectividade em áreas rurais de baixa cobertura, a simplificação de licenças para irrigação em regiões como o Matopiba e o semiárido, e a unificação dos cadastros fundiário e ambiental. A chapa também propõe incentivar a produção nacional de fertilizantes e consolidar o país como referência global em biocombustíveis.

Demandas e desafios apontados pelo setor Entidades representativas do setor produtivo cobram do próximo chefe do Executivo ações concretas para o desenvolvimento sustentável. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil aponta como “necessidade imperativa” o controle dos gastos públicos para conter a dívida nacional e permitir a queda das taxas de juros, que afetam o endividamento dos produtores.

A entidade também cobra a reformulação das regras dos programas sociais para incentivar a reinserção produtiva e combater a escassez de mão de obra no campo, apontada por 44,5% dos produtores como o principal desafio do setor, segundo um estudo da CNA. Já a Associação Brasileira do Agronegócio estruturou uma agenda estratégica focada em financiamento, segurança climática, política industrial e governança para a próxima década.

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