O candidato do PT à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, declarou nesta sexta-feira (23) que a eventual reversão da autonomia do Banco Central não representa o foco central de uma nova gestão, enfatizando que sua principal cobrança é a redução na taxa de juros. A manifestação ocorreu durante entrevista concedida à jornalista Renata Lo Prete logo após o confronto televisivo na TV Globo entre o petista e o candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições 2026.
Posicionamento sobre o Banco Central
Durante a conversa, o concorrente petista reforçou seu objetivo principal em relação à política monetária: “Eu quero que o Banco Central baixe os juros. Eu já fui presidente com Meirelles por oito anos. Não tinha independência, não troquei o Meirelles”, afirmou.
O postulante à presidência também manifestou confiança no atual dirigente da instituição, Gabriel Galípolo, ponderando que o patamar das taxas sofre influência do cenário econômico global. “É um bom presidente do Banco Central, é muito inteligente e eu tenho certeza de que ele vai normalizar as coisas”, declarou, acrescentando a expectativa de uma política monetária mais frouxa em breve: “Eu acho que logo, logo a gente vai ter a taxa de juros ideal para que o Brasil volte a crescer”, disse.
Cenário internacional e combate à inflação
O político do PT relacionou o custo de vida no país às instabilidades geopolíticas mundiais e destacou as ações governamentais voltadas para a contenção dos preços dos combustíveis no mercado interno. “Aqui no Brasil, nós estamos pagando um preço muito alto, que é subsidiar o óleo diesel e a gasolina para não deixar que o preço da guerra chegue no prato das pessoas”, pontuou.
Críticas ao adversário político
No campo político, o candidato aproveitou o espaço para criticar severamente o adversário, acusando-o de disseminar inverdades durante o debate presidencial. “Eu já participei de muitos debates, eu já vi muita gente contar mentira. Agora, esse cidadão é inigualável, porque ele mente descaradamente”, afirmou.
O petista ainda questionou a atuação parlamentar do oponente: “Não tem um projeto de lei, não tem nada que ele fez de bom nesse país”, disse.
Por fim, o representante do Partido dos Trabalhadores concluiu a entrevista reiterando otimismo quanto ao futuro econômico nacional, demonstrando convicção de que o país reúne condições para retomar o desenvolvimento nos próximos anos.






