A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) executou mais duas ordens de prisão preventiva durante a continuidade da Operação Vips, focada em desarticular uma rede criminosa dedicada ao tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. As capturas aconteceram na última segunda-feira (19), abrangendo as cidades de Imperatriz, localizada no sul maranhense, e Jacundá, no território paraense.
Detalhes da investigação policial Conforme informações repassadas pela Polícia Civil do Pará, o suspeito detido no município de Jacundá é um policial militar da ativa. As autoridades apontam que o agente realizava transações financeiras de alta monta com o principal alvo da investigação. A corporação destacou que os montantes movimentados apresentavam forte incompatibilidade com os ganhos legais declarados pelo servidor público, sem justificativa lícita aparente.
Transações financeiras suspeitas Simultaneamente, em Imperatriz, uma mulher foi alvo de mandado de prisão. A investigação apontou que ela movimentou aproximadamente 1,5 milhão de reais em conjunto com outros investigados, cenário contraditório visto que ela consta como beneficiária de programas sociais do governo e possui renda declarada insuficiente para tais operações bancárias.
Balanço geral da Operação Vips Liderada pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) de Imperatriz, a ofensiva policial teve início em 14 de outubro, resultando inicialmente na prisão de 25 indivíduos em cinco estados da federação. A mobilização envolveu mais de 250 agentes de segurança para cumprir 74 ordens judiciais expedidas pela Justiça.
Abrangência nacional e bloqueio de bens As diligências contemplaram 32 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão cumpridos nos estados do Maranhão, Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso. No território maranhense, as ações também atingiram a capital São Luís e cidades da Região Metropolitana. Como medida cautelar, a Justiça ordenou o congelamento de contas e o sequestro patrimonial superior a R$ 6 milhões para descapitalizar o grupo.
A atuação coordenada da segurança pública Segundo a delegada Jéssica Ingrid, titular da Denarc de Imperatriz, as investigações buscaram identificar não apenas os envolvidos no tráfico de drogas, mas também o caminho percorrido pelo dinheiro obtido com os crimes. O trabalho policial contou com o suporte operacional da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp), da Guarda Municipal de Imperatriz, do Centro Tático Aéreo (CTA) e de polícias civis de diversos estados envolvidos nas diligências simultâneas.






