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Fato ou fake: conheça a trajetória do serviço de checagem do grupo globo

Fato ou Fake existe desde 2018; conheça o histórico do serviço de checagens do Grupo Globo

Fundado em julho de 2018, o Fato ou Fake surgiu da união de iniciativas independentes para dar mais agilidade e escala à verificação de informações falsas no Brasil. O serviço reúne profissionais de sete redações diferentes: TV Globo, g1, GloboNews, “O Globo”, “Valor Econômico”, “Extra” e CBN.

O histórico do serviço de checagem

Desde a sua criação, a ferramenta já publicou mais de 5 mil checagens. O trabalho diário envolve o monitoramento de conteúdos virais em redes sociais e aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, além da análise de declarações de políticos em entrevistas e debates eleitorais.

Em 2018, ano de estreia, o projeto integrou equipes para alertar os brasileiros sobre conteúdos enganosos, acompanhando as eleições daquele período, dinâmica que se repetiu em 2020, 2022, 2024 e 2026. Já em 2019, o marco de mil checagens foi atingido em apenas doze meses, período em que a iniciativa lançou um tutorial para ajudar o público a identificar materiais falsos na internet.

Pandemia e cobertura eleitoral intensa

O ano de 2020 foi marcado pelo enfrentamento à desinformação sobre a pandemia de Covid-19. Com mais de mil checagens publicadas e uma média de uma verificação a cada oito horas, quase dois terços dos conteúdos investigados naquele ano tratavam do coronavírus.

Em 2022, o volume superou 1,2 mil checagens, impulsionado pela cobertura da campanha eleitoral. O projeto também aprofundou o tema em reportagens especiais sobre o funcionamento da chamada “fábrica de desinformação política” no país.

Inovações e transmissão em tempo real

A dinâmica de cobertura ganhou novas ferramentas ao longo dos anos. Em 2024, as checagens durante os debates passaram a ser publicadas ainda com os programas em andamento. No ano seguinte, em 2025, o projeto estreou um quadro no programa Mais Você, comandado por Ana Maria Braga, para explicar a origem do termo “fake news” e ensinar métodos para evitar golpes virtuais.

Para 2026, a operação especial conta com mais de 30 jornalistas trabalhando em conjunto para transcrever falas em tempo real e verificar dados objetivos durante debates presidenciais. O conteúdo produzido é distribuído simultaneamente nas plataformas digitais das empresas participantes e ganha repercussão na programação da GloboNews.

Critérios de apuração

O que é checável? Conteúdos virais que têm impacto no debate público. Tudo que pode ser verificado de forma independente e imparcial. O trabalho de apuração jornalística é norteado pelos atributos da informação de qualidade descritos nos Princípios Editoriais do Grupo Globo: isenção, correção e agilidade. O que não checamos? Opiniões, rumores, ofensas, previsões de futuro, teorias da conspiração.

A metodologia baseia-se na transparência das fontes consultadas, documentos oficiais, dados estatísticos, pesquisas históricas, entrevistas com especialistas e ferramentas de detecção de conteúdo gerado por inteligência artificial (IA).

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