A União Europeia planeja autorizar novamente a entrada de carne de frango e mel produzidos no Brasil em dezembro deste ano. As compras do bloco europeu desses itens estão paralisadas desde o dia 3 de setembro. A previsão foi repassada por representantes diplomáticos europeus sediados em Brasília.
Análise técnica e votação decisiva Na quarta-feira (21.out.2026), o comitê competente do bloco finalizou a avaliação da auditoria realizada no território brasileiro para checar se os métodos de fabricação de mel e frango cumprem as normas europeias. O próximo passo ocorre em novembro, quando os países membros votarão a revogação da restrição.
A expectativa da Delegação da União Europeia no Brasil é otimista. Segundo a missão diplomática, “tudo indica que se reunirá a maioria qualificada necessária para aprovar o levantamento do embargo”. Caso o resultado seja favorável, a tramitação burocrática para a efetivação comercial deve consumir mais vinte dias, situando o retorno das transações no último mês do ano. A Comissão Europeia já havia sinalizado um cenário positivo em comunicado recente.
Auditoria e exigências sanitárias A motivação para o bloqueio esteve ligada à cobrança de normas rígidas sobre o uso de substâncias veterinárias. Especialistas estrangeiros inspecionaram instalações brasileiras entre 4 de agosto e 4 de setembro de 2026 para fiscalizar o veto ao emprego de antimicrobianos como promotores de crescimento e ganho de rendimento na pecuária.
A legislação do continente europeu veta categoricamente qualquer alimento de origem animal tratado com essas drogas para acelerar o desenvolvimento. A preocupação sanitária central reside no fato de que o uso excessivo desses medicamentos na criação de animais pode acelerar o surgimento de bactérias, vírus, fungos e parasitas resistentes aos remédios usados para combatê-los.
Situação da carne bovina Enquanto o setor avícola e apícola caminha para uma solução, a situação da carne bovina permanece inalterada e o produto continua embargado. O panorama para o setor de carne vermelha é mais rigoroso, exigindo comprovação de ausência de antimicrobianos durante toda a vida do animal, o que pode estender o processo de liberação por até dois anos.
O imbróglio comercial teve início em maio, quando o bloco anunciou a exclusão do Brasil de sua lista de parceiros autorizados para múltiplos itens, oficializando o veto em junho e aplicando a proibição efetiva em setembro, após o encerramento dos prazos concedidos para adequação das normas sanitárias nacionais.






