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Secretário afastado no Maranhão diz que áudios sobre prisão de petistas eram brincadeira

Secretário afastado após áudios em que defende prisão de petistas diz que falas eram 'brincadeiras' em grupo de PMs no MA

O sargento da Polícia Militar James Mota, que atuava como secretário de Segurança de Barra do Corda, no Maranhão, rompeu o silêncio após ser afastado do cargo. Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira (23), ele alegou que as gravações em que sugere a detenção de apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT) faziam parte de interações descontraídas em um aplicativo de mensagens.

A dinâmica do grupo de policiais

Segundo o militar, o material foi extraído de um chat restrito integrado exclusivamente por agentes de segurança pública que adotam diferentes visões ideológicas. Ele pontuou que o espaço contava com simpatizantes petistas e que as provocações ocorriam de maneira mútua entre os participantes.

“Da mesma maneira que, em determinadas conversas, utilizei expressões mais fortes, também era alvo de brincadeiras, apelidos e comentários por conta da minha posição política e por votar em Bolsonaro. Essa era a dinâmica de interação entre os integrantes, que faziam provocações uns aos outros, sem que isso representasse, necessariamente, uma intenção real de ofender ou desrespeitar”, justificou o sargento na nota.

Repercussão institucional e jurídica

O caso ganhou proporções estaduais quando o prefeito Rigo Teles determinou o desligamento do secretário na quinta-feira (22). Paralelamente, o governador Carlos Brandão anunciou o afastamento do policial militar e ordenou apuração rigorosa sobre a conduta. O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) acionou a Polícia Federal para investigar o episódio, enquanto a Federação Brasil da Esperança protocolou uma notícia-crime junto ao Ministério Público Eleitoral.

James Mota argumentou que os recortes divulgados publicamente distorcem a realidade das conversas e rebateu qualquer acusação de uso da máquina pública para perseguição partidária.

“Jamais utilizaria o cargo que ocupo no município ou minha condição de policial militar para beneficiar ou prejudicar qualquer lado político. Todos conhecem minha postura como secretário e sabem do compromisso que tenho com minhas responsabilidades. Jamais permitiria que preferências políticas interferissem no exercício da minha função pública, que exige responsabilidade, equilíbrio e respeito à lei”, garantiu.

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