O Papa Leão XIV passará por um tratamento de imunoterapia com o objetivo de evitar a reincidência de um adenocarcinoma pulmonar, conforme apurado por profissionais de saúde do hospital Gemelli nesta sexta-feira (23).
Detalhes do tratamento preventivo
A decisão de adotar uma abordagem menos invasiva contraria um comunicado emitido pelo Vaticano no início da semana, que descartava a necessidade de terapias oncológicas adicionais após a cirurgia do pontífice.
Segundo informações obtidas pela repórter Mirticeli Medeiros, o líder da Igreja Católica fará uso do medicamento Pembromizulabe durante um período mínimo de três anos.
Resultados de exames e histórico
A indicação para essa terapia ocorreu após o teste positivo do papa para a proteína PDL-1. Esse resultado aponta que o adenocarcinoma tem relação com o histórico de câncer na família do papa e que seu organismo apresenta alta compatibilidade para responder positivamente à imunoterapia.
Relatos da equipe médica do hospital Gemelli indicam que o nódulo retirado do pulmão de Leão XIV media 2,5 centímetros. Além disso, análises laboratoriais confirmaram a ausência de células malignas na corrente sanguínea ou em áreas pulmonares adjacentes.
Recuperação e agenda oficial
O pontífice passou pela remoção do lobo inferior do pulmão direito no dia 13 de outubro, data em que os especialistas diagnosticaram o adenocarcinoma pulmonar. Desde a alta hospitalar, o Vaticano tem reportado uma evolução estável e contínua em sua recuperação.
Enquanto retoma progressivamente sua rotina de despachos e participou da audiência semanal na Praça de São Pedro, o religioso optou por cancelar a viagem que faria a Assis na próxima semana para priorizar o repouso e a preservação de sua saúde.






