Home / Política / TSE cobra Meta sobre alcance de Nikolas Ferreira com multa pesada

TSE cobra Meta sobre alcance de Nikolas Ferreira com multa pesada

TSE dá 12h para Meta explicar alcance de perfil de Nikolas e fixa multa

O Tribunal Superior Eleitoral determinou que a Meta explique, no prazo de 12 horas, as métricas de distribuição de publicações políticas associadas a figuras públicas investigadas. A determinação atinge perfis ligados ao senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, ao deputado federal Nikolas Ferreira e a Pablo Marçal.

Multa diária e justificativa da corte Emitida na quinta-feira (22.out.2026) pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, a determinação estabeleceu penalidade financeira de R$ 100 mil por cada hora de atraso no cumprimento da ordem.

A companhia proprietária do Facebook e do Instagram havia falhado em entregar os dados quantitativos pedidos anteriormente, justificando que a demanda necessitava de “procedimentos adicionais de extração e validação externa”. Contudo, o magistrado pontuou que o cenário próximo ao segundo turno do pleito, agendado para domingo (25.out.2026), impede qualquer postergação na apuração.

Dados exigidos sobre visualizações A corte eleitoral cobra informações exatas sobre a procedência das visualizações das postagens, detalhando o volume que origina de seguidores em contraponto aos usuários que não acompanham as contas, além de detalhes sobre as superfícies de entrega de material.

O senso de urgência ganhou força após relatórios fornecidos pela rede social X, que demonstraram uma mudança drástica no alcance da página de Nikolas Ferreira após a remoção de um filtro de restrição. A participação do público seguidor nas impressões despencou de faixas entre 80% e 91% para patamares de 28% a 41%, revelando que a maior parte das visualizações passou a atingir perfis externos.

“A expressiva alteração desses percentuais evidencia a influência dos mecanismos de recomendação sobre a circulação dos conteúdos e reforça a necessidade de esclarecimentos técnicos acerca das métricas de distribuição e do alcance das publicações nas plataformas investigadas”, afirmou o ministro.

Origem da investigação judicial As informações cobradas servem de base para a tramitação de um processo movido pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo político tenta barrar a recomendação automática das contas de Nikolas Ferreira e Pablo Marçal para internautas que não os seguem.

A acusação aponta que Flávio Bolsonaro, seu candidato a vice Alfredo Gaspar, Nikolas e Marçal praticaram abuso de poder político e econômico, além do uso indevido de canais de comunicação social durante a campanha.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *