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Marido doa rim para esposa no Acre após 15 anos de tratamento

No AC, marido doa rim para esposa que faz tratamento de doença crônica: 'Para a gente se completar'

Um ato de amor e companteiirismo marcou a vida do casal Elaine Aparecida Silva Leal, de 40 anos, e Luiz Miguel Pereira, de 43, que estão juntos há 15 anos. O marido realizou o sonho de doar um rim para a esposa, que enfrentava uma batalha de longa data contra a doença renal crônica.

Cirurgia realizada em Rio Branco A operação aconteceu no último sábado (17), nas instalações da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), situada em Rio Branco. Este procedimento médico representou o segundo transplante renal intervivos executado no estado do Acre ao longo de 2026, com um intervalo inferior a dois meses desde o primeiro caso, que envolveu um adolescente de 14 anos.

Histórico da enfermidade e tratamento A trajetória da doença começou em 2011, exato período em que o casal iniciou o relacionamento. Ao longo de uma década e meia de união, Luiz acompanhou todas as etapas e complicações da condição médica da esposa, situação que se intensificou em agosto de 2024, quando ela precisou iniciar as sessões de hemodiálise.

“Eu acho que ter oportunidade de receber esse rim vindo do meu esposo é um privilégio e veio para a gente acabar de se completar”, ressaltou.

Expectativa e superação de barreiras Originários de São Francisco do Guaporé, em Rondônia, os familiares alimentaram grandes expectativas em relação ao procedimento cirúrgico. A divergência inicial nos tipos sanguíneos — ele com sangue O+ e ela A+ — quase diminuiu as esperanças do casal durante a fase preparatória, mas a compatibilidade foi confirmada posteriormente pelos exames médicos.

“Quando meu esposo falou que podia doar para mim, nossa, foi uma felicidade sem explicação”, contou Elaine.

Avaliação médica e doadores O transplante renal intervivos exige protocolos rígidos de avaliação clínica para garantir a compatibilidade e a segurança tanto de quem doa quanto de quem recebe o órgão. Inicialmente, a equipe médica avaliou uma tia da paciente, mas a ideia foi descartada devido à idade avançada e a comorbidades da familiar.

“A equipe ainda viu a possibilidade dela receber o rim de uma tia, mas depois de alguns exames, eles acabaram não recomendando o procedimento em razão da idade dessa tia, que já é uma senhora que inclusive tem outros problemas de saúde. Quando soube que seria eu, foi alegria”, compartilhou.

Nova fase para a família Pais de uma filha, o casal agora vislumbra um futuro com mais qualidade de vida e saúde após a superação dos desafios emocionais e físicos impostos pelo tratamento prolongado. A união ganha um novo capítulo com a conclusão bem-sucedida do procedimento cirúrgico no estado acreano.

“Agora somos um só e vamos completar nossa família, cada um com uma parte”, celebrou.

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