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Doença de Newcastle causa abate de 6 mil aves em Santa Catarina

Doença de Newcastle: 6 mil aves são abatidas em granja no Oeste de SC

O setor avícola catarinense enfrenta medidas drásticas após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma propriedade rural localizada no município de Nova Itaberaba, situado no Oeste do estado.

Medidas de contenção e extermínio

Os 6 mil perus alojados nos dois galpões da granja comercial afetada foram inteiramente sacrificados entre os dias 19 e 20. Os corpos das aves, somados aos insumos que mantiveram contato com os animais, foram depositados em uma vala sanitária devidamente aprovada por órgãos de proteção ambiental na tarde de terça-feira (20), seguindo rigorosos protocolos de segurança para evitar danos ecológicos ou riscos à população local, conforme detalhado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

Logo após o encerramento do extermínio, a unidade produtiva entrou em fase de higienização profunda. Simultaneamente, o perímetro em um raio de até 10 quilômetros passou a ser rigorosamente monitorado por nove equipes técnicas coordenadas em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), restringindo o acesso exclusivamente a profissionais autorizados mediante barreiras físicas.

Impacto no comércio exterior

A detecção da enfermidade viral — que acomete tanto plantéis domésticos quanto aves selvagens e apresenta alto potencial letal para a avicultura, embora cause apenas conjuntivite passageira em humanos, sem risco por via de consumo — provocou reações imediatas no mercado internacional. Cinco nações impuseram embargos aos produtos aviários da região.

A Malásia juntou-se ao México na decisão de barrar a importação de frango de todo o Brasil. Por outro lado, China, Chile e Arábia Saudita aplicaram restrições direcionadas exclusivamente aos itens originados em solo catarinense. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) pontuou, na quarta-feira (21), que o dimensionamento exato dos prejuízos econômicos aos produtores locais ainda não pode ser mensurado com precisão.

Vigilância sanitária ampliada

Para conter eventuais desdobramentos, a força-tarefa agrícola planeja fiscalizar cerca de 1,6 mil propriedades rurais, dando prioridade absoluta às granjas localizadas nas imediações do foco e àquelas com cronograma iminente de entrega para abate. Amostras biológicas serão coletadas em 133 desses locais.

Apesar das sanções externas e do cerco sanitário, as autoridades reforçam que o consumo de ovos e carne de frango provenientes de estabelecimentos regulados pelo Serviço Veterinário Oficial continua inteiramente garantido para os consumidores. Os compradores devem apenas conferir se as embalagens trazem os selos oficiais de fiscalização, seja o federal (SIF), o estadual (SIE) ou o municipal (SIM).

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