Criada nos Estados Unidos em 1955, a expressão inteligência artificial surgiu do esforço de pesquisadores para desenvolver máquinas capazes de demonstrar raciocínio humano, diferenciando-se dos softwares tradicionais da época.
A história da nomenclatura e os pioneiros Nomes como John McCarthy, Marvin Minsky, Claude Shannon e Nathaniel Rochester uniram conhecimentos de engenharia, matemática e estatística para dar os primeiros passos na área.
“Eles precisavam de uma nomenclatura para pesquisas que misturavam matemática, engenharia e estatística para criar máquinas capazes de exibir raciocínio, algo que não se enquadrava no software tradicional da época”, disse Zanchettin.
O debate sobre a mudança de termo Sete décadas mais tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propõe substituir a nomenclatura por “superinteligência” sob a alegação de que o conceito atual soa como algo falso.
Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, em setembro, Trump afirmou que “o nome inteligência artificial faz soar como se ela fosse falsa”. Disse ainda que “de agora em diante, todos os documentos dos EUA e, espero, de todo o mundo, vão utilizar o nome Superinteligência”.
Visão dos especialistas sobre a proposta Especialistas avaliam que a iniciativa tem motivações mais políticas do que científicas, servindo como uma estratégia de marketing e demonstração de poder geopolítico.
“O objetivo de mudar o nome me parece muito mais um contragolpe na questão de paralisar o desenvolvimento da IA. Parece mais um ato político do que efetivamente algo construtivo e que contribua para o que está acontecendo em termos de desenvolvimento”, disse.
Riscos de rejeição pública Analistas também apontam que a nova alcunha pode intensificar o temor popular em relação ao avanço tecnológico, visto que grande parte da sociedade ainda tenta compreender o funcionamento básico da ferramenta.
“Introduzir um termo como ‘superinteligência’ ou ‘inteligência suprema’ pode soar como uma ameaça aos humanos e aumentar a rejeição do público”, disse. “Poucos países e populações abraçaram a tecnologia de fato, e a maioria das pessoas ainda está tentando entender o que é a IA básica e como ela funciona”, completou.






