O senador Flávio Bolsonaro apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral uma petição com 19 exigências para autorizar a abertura de seus sigilos fiscal, bancário e telefônico. O documento, enviado ao ministro André Mendonça, surge como resposta a um desafio público lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante um debate televisivo na reta final da campanha presidencial de segundo turno.
Contexto da petição eleitoral A defesa de Lula já havia protocolado um pedido semelhante no TSE, condicionado à reciprocidade do parlamentar. Em resposta, a equipe jurídica do senador classificou a proposta original do governo como uma “gaveta vazia”, argumentando que investigações sensíveis teriam ficado de fora da iniciativa presidencial.
Exigências sobre familiares e investigações Divididos em cinco frentes principais, os pedidos incluem a quebra de sigilo de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência. Além disso, o documento requer devassa nas contas de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de sua esposa, de empresas associadas ao grupo e de outros filhos do atual chefe do Executivo, como Lurian, Marcos Cláudio, Sandro Luís e Luís Cláudio.
Relações com o Banco Master e INSS Outro foco central da petição envolve o banqueiro Daniel Vorcaro e supostas ligações com o governo, além de registros de voos e visitas oficiais. O texto também aborda o esquema de fraudes contra aposentados do INSS, exigindo informações sobre a lobista Roberta Luchsinger, o Sindnapi e o irmão do presidente, Frei Chico.
Despesas públicas e cartões corporativos Por fim, o documento cobra a transparência total sobre os gastos do cartão corporativo presidencial desde 2023, agendas da primeira-dama Janja e o uso de aeronaves oficiais. A petição pede que a eventual recusa de Lula aos termos seja devidamente registrada nos autos do processo eleitoral.






