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José dirceu alfineta flávio bolsonaro e fala em prisão

Dirceu sobre Flávio abrir sigilo: “Pode acabar no mesmo lugar que o pai”

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu afirmou que o senador Flávio Bolsonaro corre o risco de terminar na mesma situação de seu pai caso decida expor seus dados financeiros e fiscais.

O desafio das quebras de sigilo

A discussão ganhou força após um debate televisivo em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou o parlamentar e seus parentes a revelarem informações sigilosas. A equipe jurídica da campanha petista formalizou junto ao Tribunal Superior Eleitoral uma petição para liberar os dados do atual chefe do Executivo, desde que o opositor fizesse o mesmo.

Em resposta, o senador concordou com a proposta, mas impôs dezenove condições, exigindo também a devassa em contas de aliados e investigações ligadas ao governo. Em contrapartida, a coordenação da campanha governamental aceitou todas as exigências do opositor.

“Pelos pretextos que ele tá colocando, ele não vai abrir o sigilo, nem pode abrir. Porque senão ele pode acabar no mesmo lugar que tá o pai dele”, disse ao Poder360 nesta 4ª feira (21.out.2026), depois de participar de um ato em defesa da Constituição, da democracia e dos direitos humanos na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, em São Paulo.

Impacto da militância no segundo turno

Durante sua análise sobre o momento político, o petista destacou a energia da militância e o engajamento da população nas ruas durante a reta final da disputa presidencial.

“A campanha tá na mão dos milhões de brasileiros que saíram às ruas, principalmente da juventude brasileira. Acho que é uma campanha que ganhou uma dimensão histórica”, declarou.

Histórico jurídico do ex-ministro

O ex-chefe da Casa Civil passou por importantes reviravoltas na justiça brasileira ao longo dos últimos anos. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal no processo do mensalão em 2012, obtendo a extinção da pena após receber um indulto da corte em 2016.

Além disso, cumpriu pena de reclusão em Curitiba durante o período da operação Lava Jato, sendo liberado em maio de 2017. Anos mais tarde, em outubro de 2024, o ministro Gilmar Mendes anulou as sentenças oriundas daquela força-tarefa, devolvendo-lhe os direitos políticos.

A assessoria do parlamentar opositor foi procurada para comentar as declarações do ex-ministro, mas não enviou resposta até o fechamento desta edição.

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