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EUA planejam evacuar embaixadas no Oriente Médio por temor de guerra

EUA se preparam para retirar funcionários de embaixadas no Oriente Médio diante de possível retomada na guerra, diz agência

O Departamento de Estado dos Estados Unidos se prepara para ordenar a saída de parte dos funcionários e familiares de diplomatas de embaixadas americanas na região do Golfo, no Oriente Médio. A informação foi revelada por agências internacionais nesta quarta-feira (21), apontando um cenário de crescente instabilidade geopolítica.

Risco de novos confrontos

Conforme fontes do governo americano, a diretriz preventiva ocorre devido ao temor de uma nova onda de hostilidades na área. O foco principal da apreensão recai sobre eventuais investidas dos rebeldes houthis, sediados no Iêmen e aliados de Teerã.

Como reflexo desse clima de alerta, a representação diplomática norte-americana em Riad, na Arábia Saudita, publicou um aviso de segurança nesta quarta-feira. O comunicado adverte sobre a probabilidade de investidas contra território saudita, após episódios recentes de violência que resultaram em vítimas fatais e atingiram a infraestrutura aeroportuária local.

Histórico de retiradas preventivas

O planejamento oficial pode abranger a totalidade do pessoal não essencial e seus dependentes que atuam na missão diplomática na Arábia Saudita. Historicamente, Washington costuma acionar protocolos de desmobilização parcial em zonas de conflito iminente. Uma ação nos mesmos moldes foi executada em janeiro, semanas antes do início dos confrontos diretos contra o governo iraniano.

Movimentações logísticas em bases militares, emissão de alertas a viajantes e reconfiguração de pessoal também antecederam a ofensiva israelense contra o Irã em junho de 2024.

Tensões políticas e eleitorais

A revelação sobre a movimentação diplomática veio a público simultaneamente a reportagens da imprensa internacional indicando que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vetou planos de Israel para desferir novos bombardeios contra o Irã em outubro.

De acordo com os relatos jornalísticos, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tem feito intensa pressão para a deflagração de campanhas bélicas de grande proporção. A estratégia de Tel Aviv previa atingir a malha energética iraniana e locais de pesquisa nuclear, em uma ofensiva de proporções superiores à observada em fevereiro.

A intenção israelense seria forçar Teerã a aceitar termos diplomáticos com celeridade, com data marcada para o dia 10 de outubro, mas a iniciativa careceu do aval norte-americano. Analistas apontam que a Casa Branca descarta novos conflitos de grande escala antes das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, agendadas para 3 de novembro, visto que o desgaste da guerra impulsionou a inflação interna e encontra forte oposição popular.

Em meio a esse cenário de negociações e pressões cruzadas, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, realizou uma viagem oficial e sem anúncio prévio a Israel na última segunda-feira (19) para encontros com Netanyahu. O contexto regional é complementado pelo calendário eleitoral israelense, que prevê a realização de novas eleições parlamentares em 27 de outubro.

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