A Associação Nacional de Restaurantes ingressou com uma ação civil pública na Justiça paulista contra a Keeta, aplicativo de entregas pertencente à gigante chinesa Meituan. O processo contesta o formato de operação conhecido como “compra intermediada” utilizado pela empresa no país.
Pedido de suspensão na Justiça
O objetivo principal da entidade setorial é obter uma ordem judicial para paralisar imediatamente a inclusão não autorizada de estabelecimentos na ferramenta, além de banir de vez essa modalidade de funcionamento em território nacional.
Conforme explica a associação, a dinâmica consiste em cadastrar os locais sem consentimento prévio. Na sequência, um representante ou entregador é enviado ao ponto comercial para comprar os itens diretamente no balcão e repassá-los ao cliente final.
Defesa da plataforma de delivery
Procurada para comentar o caso, a empresa defendeu o formato e argumentou que a modalidade funciona como um projeto-piloto para conectar usuários a estabelecimentos que permanecem fora de seu sistema oficial. A companhia justificou que o setor sofre com barreiras comerciais.
A companhia alegou que o mercado apresenta entraves gerados por “contratos de exclusividade que impedem muitos estabelecimentos de escolher livremente sua plataforma de delivery”.
“Essa solução permite que consumidores possam utilizar os serviços da plataforma para realizar compras em diversos tipos de restaurantes, incluindo pequenos negócios e grandes redes, que ainda não estão integrados à plataforma da Keeta”, disse a plataforma.
Identificação no aplicativo
A companhia também destacou que os estabelecimentos inseridos sob essa regra aparecem sinalizados de maneira transparente dentro do sistema digital por meio da tag “Intermediada”, ressaltando que logotipos oficiais e fotografias dos pratos ficam ocultos.
“Trata-se de uma iniciativa desenvolvida especificamente para o Brasil e que opera em conformidade com todas as leis e regulamentações locais aplicáveis”, declarou a Keeta.






