O ex-militar Lázaro Santos da Conceição, 27 anos, morreu em uma troca de tiros com policiais militares na última terça-feira (20), na cidade de Mata de São João, situada na Região Metropolitana de Salvador. O indivíduo era apontado como o principal suspeito de ter assassinado a tiros um subtenente no interior de uma organização militar na capital baiana em setembro de 2022.
Detalhes do confronto em Mata de São João
Conforme informações repassadas pela Polícia Militar, guarnições do Batalhão Rondesp RMS realizavam patrulhamento tático na zona rural do município, especificamente na localidade de Monte Líbano, quando avistaram um grupo portando armas de fogo. Os policiais relataram que os suspeitos efetuaram disparos de arma de fogo contra a guarnição, dando início a um revide.
Terminado o tiroteio, os agentes realizaram varredura no perímetro e localizaram Lázaro Santos da Conceição ferido. O suspeito recebeu atendimento de urgência e foi encaminhado a um hospital da região, mas acabou não resistindo à gravidade dos ferimentos e faleceu.
Material ilícito apreendido na operação
Durante a intervenção policial, as equipes conseguiram confiscar um revólver calibre .38, diversas munições e exatas 101 porções de substâncias entorpecentes que aparentavam ser crack, cocaína e maconha.
O caso foi formalmente registrado na Delegacia Territorial (DT) de Mata de São João, sendo catalogado nos registros policiais como morte decorrente de intervenção de agente de segurança pública.
Relembre o assassinato do subtenente em 2022
O crime que vitimou o subtenente Carlos André de Souza Paschoal, de 43 anos, ocorreu na tarde de 28 de setembro de 2022, enquanto ele desempenhava suas funções laborais na Companhia de Comando da 6ª Região Militar do Exército, situada no bairro da Mouraria, em Salvador.
Na ocasião dos fatos, o comando do Exército confirmou a prisão em flagrante de Lázaro, que tinha 23 anos na época, logo após o militar ter sido imobilizado na cena do crime.
Dados iniciais levantados na época apontavam que o ex-militar compareceu à unidade e solicitou atendimento antes de abrir fogo contra a vítima. O inquérito ficou sob a responsabilidade do Exército, embora as motivações reais para o homicídio nunca tenham sido divulgadas publicamente pelas autoridades competentes.






