A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou nesta terça-feira (20.out.2026) uma nova música eleitoral com cobranças diretas ao senador Flávio Bolsonaro (PL). O jingle exige a abertura dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do parlamentar e questiona se o adversário possui algum receio em expor suas informações.
Estreia em carro de som no Nordeste
A canção foi executada publicamente pela primeira vez durante um evento político que passou pelas cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). Em cima de um trio elétrico, a letra foi cantada repetidamente para o público presente.
“Abre o sigilo! Abre o sigilo, abre, abre o sigilo. Se tá tudo certo, mostra o que há. Flávio, abre o sigilo. Abre, abre o sigilo. Abre, abre o sigilo. Abre”, entoava o cantor em um carro de som no evento.
Desafio e pedido formal no tribunal
A estratégia musical surgiu logo após o chefe do Executivo nacional liberar os próprios dados e os de seus familiares, desafiando o opositor a adotar o mesmo procedimento. Representantes da chapa petista explicaram à imprensa que a medida visa ampliar a transparência na disputa e dar ferramentas para o eleitorado analisar as contas dos candidatos.
A ofensiva ganhou ainda mais força com o protocolo de um documento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigindo que a liberação dos dados de Lula ocorra apenas se o senador rival fizer o mesmo. O embate teve início no debate da Band realizado em São Paulo no domingo (18.out.2026) e foi reforçado em comício em Porto Alegre (RS).
Citação a empresas no exterior
Durante atendimento à imprensa em Brasília nesta terça-feira (20.out), o senador Camilo Santana (PT-CE) mencionou companhias associadas ao parlamentar opositor e reforçou a necessidade de esclarecimentos públicos.
O político citou a Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, e a Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação. Os mesmos empreendimentos constam na petição formalizada pela equipe jurídica do atual presidente junto à corte eleitoral.






