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Leilão de energia promete gerar alívio bilionário nas tarifas

Leilão de transmissão trará economia de R$ 20 bilhões na conta de luz

O mais recente leilão de infraestrutura elétrica realizado pelo governo em 30 de outubro tem potencial para gerar uma economia de R$ 20 bilhões nos custos da conta de luz ao longo das próximas três décadas, período que abrange o prazo das concessões firmadas.

Entenda o funcionamento da Receita Anual Permitida

A projeção foi calculada pela presidência da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate). A dinâmica se apoia no modelo de RAP (Receita Anual Permitida), formato consolidado que favorece o consumidor final por incentivar as companhias a aceitarem remunerações menores para executar os serviços de construção, operação e manutenção das redes.

A metodologia consiste na disputa pelo menor valor cobrado anualmente para gerir os ativos. Vence quem apresenta a proposta mais barata dentro das regras estabelecidas. Como esse encargo é repassado para as tarifas cobradas dos usuários, a redução nos gastos com a transmissão resulta em um alívio direto nas faturas mensais.

“Quando a agência reguladora [Aneel] estabelece a RAP Máxima, ela traz competitividade. Os concorrentes se interessam cada vez mais em dar o menor preço, e isso traz benefício ao consumidor. Porque quem paga essa receita são todos os usuários da rede, né? Os consumidores e os geradores. A gente estima redução de R$ 20 bilhões ao longo dos 30 anos de concessão”, disse Talita ao Poder Entrevista.

Expectativa de novos investimentos bilionários

O montante estimado decorre da diferença entre o teto fixado pela Aneel e os lances vencedores aplicados nos oito lotes do certame de outubro. A entidade empresarial que representa cerca de 98% do mercado nacional avalia que a medida não causa impacto imediato, mas assegura um cenário mais vantajoso no longo prazo para a população e para o Sistema Interligado Nacional.

Para o futuro próximo, o planejamento oficial prevê um novo ciclo com sete disputas programadas entre 2027 e 2029. O mercado demonstra forte apetite e solidez para absorver os novos aportes, impulsionado pela estabilidade regulatória do setor elétrico brasileiro.

“É um setor realmente resiliente e que acredita no investimento de longo prazo”, afirmou Talita ao analisar os resultados do certame de outubro, que registrou competição por todos os ativos e teve como vencedores 5 grupos estrangeiros, apesar dos choques do resultado eleitoral no dólar e na curva de juros futuros na semana seguinte ao 2º turno.

A última concorrência mobilizou aportes estimados em R$ 8,9 bilhões para erguer 1.866 km de linhas. Já para o cronograma de 2027, a projeção da Abrate salta para R$ 50 bilhões em contratações, impulsionadas principalmente pela expansão da infraestrutura na região Nordeste.

“São mais de 2.600 km de linha para escoar toda a geração limpa que vem do Nordeste do Brasil para onde está o consumo, que é no Centro-Sul”, afirma.

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