Móveis sofisticados e equipamentos corporativos que pertenciam ao Banco Master e ao Will Bank serão comercializados em um leilão público extrajudicial marcado para a próxima segunda-feira (9). Toda a verba obtida com as vendas será revertida para o pagamento dos credores afetados pelo escândalo da instituição financeira.
Variedade de lotes e valores
O volume de mercadorias é tão grande que ocupou um andar inteiro de um galpão situado na Grande São Paulo. Ao todo, são milhares de itens divididos em mais de 700 lotes que vieram diretamente dos escritórios paulistas das instituições envolvidas no caso.
A disparidade nos lances iniciais é expressiva: enquanto é possível encontrar travessas por R$ 20, os preços sobem consideravelmente em artigos de alto padrão. Um bar climatizado, por exemplo, tem valor inicial de R$ 22 mil, e um forno industrial parte de R$ 47,5 mil.
Artigos de grife e eletrônicos de alto padrão
As salas de espera e a diretoria do banco reúnem peças assinadas por designers famosos. Entre os destaques estão poltronas a partir de R$ 12 mil, sofás e banquetas de grife, além de uma televisão de 98 polegadas com lance inicial fixado em R$ 14,7 mil.
O mobiliário corporativo de luxo também chama a atenção do mercado, com destaque para um conjunto com 20 cadeiras de uma renomada marca alemã cujo valor inicial é de R$ 98 mil. Do refeitório dos funcionários vieram eletrodomésticos como geladeiras, micro-ondas e liquidificadores.
Contexto da liquidação e expectativas
O leilão integra os desdobramentos da grave crise que levou à liquidação do banco pelo Banco Central em novembro de 2025, motivada por uma severa crise de liquidez e pela incapacidade de honrar compromissos financeiros. A Polícia Federal conduz investigações sobre crimes contra o sistema financeiro, e o controlador Daniel Vorcaro encontra-se preso.
Conforme as regras estabelecidas, os produtos serão comercializados no estado de conservação em que se encontram, sem direito a trocas e desprovidos de garantia de funcionamento. A expectativa de arrecadação mínima é de R$ 1,7 milhão, montante modesto diante do prejuízo multibilionário deixado pela instituição.
Segundo Thiago da Mata, CEO da Kwara, o evento desperta forte interesse tanto do público corporativo quanto de pessoas físicas.
“Altíssima procura. Mais de 70% dos lotes já têm pelo menos um lance. A procura tende a ser maior, pelo menos do ponto de vista de curiosidade, né? Pra conhecer e aprender sobre o leilão. Vale pra pessoa física e jurídica, e os lotes foram montados pra atender a todo o perfil de interessado”, explica Thiago da Mata, CEO da Kwara.
Os interessados devem acompanhar o cronograma, que prevê o encerramento de um dos leilões no dia 9 de novembro e o término do segundo grupo de lotes no dia 30 do mesmo mês.






