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Ministério público do Paraguai pede prisão de Santiago Peña

MP do Paraguai acusa Peña por caso envolvendo Ueno Bank

O Ministério Público do Paraguai denunciou neste sábado (7.nov.2026) o ex-presidente Santiago Peña (Partido Colorado, direita) e o ex-presidente do Banco Central Carlos Carvallo por suspeitas de irregularidades envolvendo recursos públicos e previdenciários depositados no Ueno Bank. A promotoria pediu a prisão preventiva dos 2 e medidas para identificar e preservar seus patrimônios.

Prisão e transferência para unidade militar Peña é acusado de incentivar decisões que teriam causado prejuízo aos cofres públicos e de administrar recursos em benefício próprio. Carvallo responde pelos mesmos 2 crimes e também por produção imediata de documentos públicos com conteúdo falso, segundo o MP.

O pedido de prisão preventiva foi apresentado 1 dia depois de Peña sofrer impeachment. O Senado paraguaio aprovou por unanimidade a destituição na 6ª feira (6.nov), depois de a Câmara dos Deputados também votar pelo afastamento. Peña havia apresentado um pedido de renúncia, mas não compareceu à sessão do Senado.

Consequências políticas e custódia Após a destituição, o ex-presidente foi transferido da prisão domiciliar para o Regimento de Escolta Presidencial, uma unidade militar paraguaia. Ele cumpria a medida por determinação anterior do Ministério Público, que já investigava sua relação com o Ueno Bank.

Histórico e ligação com o Ueno Bank Santiago Peña assumiu o governo do Paraguai em 2023, mesmo ano em que o Ueno Bank ganhou espaço no mercado paraguaio após sua transformação de financeira em banco. O ex-presidente foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do Ueno, até março de 2025.

A oposição ao governo Peña fala em conflito de interesses e questiona empréstimos concedidos a empresas ligadas ao Grupo Vázquez –afirmando que os montantes ultrapassaram os limites regulatórios.

Congressistas afirmam que o governo manipulou regras e contou com o “acobertamento” do Banco Central do Paraguai, presidido por Carlos Carvallo. Ele foi presidente do Ueno até agosto de 2023, quando Peña o indicou para presidir o BC paraguaio.

A oposição também diz que Peña promoveu mudanças na lei de conflitos de interesses e permitiu a concentração de centenas de bilhões de guaranis do Instituto de Previsão Social no Ueno Bank. Entenda a crise bancária nesta reportagem.

Investigações e suspeitas oficiais Eis as suspeitas sobre Santiago Peña, elencadas no processo que originou o impeachment do ex-presidente, de acordo com o jornal ABC Color:

conflito de interesses e cooptação do Estado; manipulação regulatória e desvio de fundos de aposentadoria do IPS; exceder os limites de crédito no Ueno Bank e encobrimento institucional do Banco Central; benefício patrimonial indevido e indícios de enriquecimento ilícito; afeção da confiança no sistema financeiro nacional e exposição a um risco sistêmico.

Detalhes da votação no Congresso O Senado do Paraguai aprovou por unanimidade, na 6ª feira (6.nov.2026), o impeachment contra Peña –44 dos 45 senadores estavam presentes e votaram a favor. A votação foi realizada 1 dia depois de o impeachment ser aprovado na Câmara de Deputados, mesmo depois de Peña apresentar um pedido de renúncia.

A análise do Senado começou ainda na 5ª feira (5.nov), logo depois de Peña se manifestar no X dizendo que apresentaria sua defesa no processo. Na 6ª feira (6.nov), a sessão na Casa Alta começou com a apresentação da defesa por parte dos advogados. Peña não apareceu.

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