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Ataque russo em Zaporizhzhia deixa dezenas de mortos na Ucrânia

Sobe para 50 o número de mortos em ataque russo na Ucrânia

As autoridades ucranianas confirmaram nesta sexta-feira, 6, que o total de vítimas fatais após um bombardeio executado por forças russas na região de Zaporizhzhia, no sul do país, subiu para 50 pessoas. O alvo da ofensiva foi um centro de distribuição de mantimentos que funcionava nas instalações de uma antiga escola na localidade de Komyshuvakha, atingida inicialmente na segunda-feira, 2.

Esforços de salvamento sob ameaça constante

O Serviço de Emergências da Ucrânia informou que os operacionais continuam vasculhando os escombros em busca de desaparecidos. O governador interino da província, Mykhailo Semikin, havia mencionado anteriormente um registro de 53 óbitos, enquanto especialistas forenses realizam coletas de material genético para o reconhecimento dos restos mortais resgatados.

A dinâmica do bombardeio em duas etapas

De acordo com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a investida militar ocorreu de maneira sequencial. Um primeiro projétil atingiu o prédio principal, enquanto outros nove artefatos caíram diretamente sobre um bunker subterrâneo onde dezenas de moradores e equipes de socorro tentavam se abrigar. O mandatário apontou que o comando russo tinha pleno conhecimento de que o local funcionava como ponto semanal de assistência civil.

A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio de sua missão de monitoramento de direitos humanos, também criticou a manobra. A entidade apontou que o governo de Moscou falhou ao não adotar precauções para certificar-se da presença de não-combatentes na zona atingida. Até o momento, autoridades russas não se pronunciaram oficialmente a respeito do incidente.

Impacto diplomático e conversas de paz

A tragédia humanitária coincide com os preparativos para uma nova rodada de articulações diplomáticas mediada pelos Estados Unidos. Representantes de Moscou e Kiev têm encontro marcado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, entre os dias 10 e 11 de novembro, para debater possíveis caminhos para o encerramento do conflito.

Apesar das negociações iminentes, o governo ucraniano sustenta que a ofensiva reflete a relutância russa em cessar os confrontos e reforça a urgência por maiores remessas de armamentos defensivos e sistemas de defesa antiaérea para proteger centros urbanos e redes energéticas.

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