Uma festa de Halloween terminou em violência na madrugada de domingo (1º) em um bar de Itapecerica da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo. Tainá Polegato Alves foi atingida por um golpe de faca no pescoço após uma discussão na fila do banheiro e precisou ser internada na UTI.
Confusão por causa de fila no banheiro
De acordo com o boletim de ocorrência, o incidente teve início quando Tainá foi ao banheiro do Bar Cristal Rock e foi acusada por outra frequentadora de ter furado a fila. A vítima relatou que houve uma breve troca de palavras antes da agressão física.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a suspeita se aproxima, toca no braço da vítima e executa um movimento rápido com um objeto em direção ao seu pescoço. A arma utilizada no crime, uma faca encontrada na bolsa da investigada, foi apreendida pela polícia para perícia técnica.
Falsa sensação de segurança pela fantasia
Devido ao contexto festivo da data comemorativa, Tainá afirmou que não levou a sério a ameaça inicial feita pela agressora e acreditou que se tratava de um adereço cenográfico.
“Eu demorei uns 10 segundos para entender porque era Halloween. Eu achei que era uma faca de mentira. Eu só me dei conta quando o sangue começou a espirrar”, declarou a vítima em publicações nas redes sociais. Ela ainda acrescentou: “Ela me empurrou e falou: ‘Você pulou sim’. Eu falei que não” e destacou que “Não houve uma discussão, não houve uma ameaça para eu me afastar, nada. […] Ela simplesmente falou e fez”.
Lesão grave na carótida e internação
Após o ataque, Tainá foi hospitalizada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) apresentando dificuldades para deglutir. Exames médicos constataram uma lesão em um ramo da artéria carótida, principal vaso sanguíneo responsável por irrigar o cérebro, levantando inclusive a possibilidade de intervenção cirúrgica por conta de um sangramento interno.
“Eu estou conseguindo falar, mas estou com uma dificuldade de deglutir, para comer. […] Se eu estou viva aqui hoje, é Deus mesmo”, relatou a jovem.
Investigação policial e desdobramentos
A mulher apontada como autora do crime foi identificada no registro policial como Joyce Mara Rocumback Espírito Santo, de 43 anos. Durante o atendimento da ocorrência, a suspeita alegou mal-estar e uso de remédios controlados, sendo socorrida pelo Samu e encaminhada a uma unidade médica.
O caso foi inicialmente catalogado como porte de arma branca e lesão corporal leve, sendo direcionado ao Juizado Especial Criminal. Mesmo abalada, a vítima garantiu que vai lutar por justiça: “Pelo menos eu estou viva. Isso aqui foi um ataque pessoal, eu não posso deixar isso impune.”






