O mineiro Rafael Pereira Modesto, de 39 anos, foi encontrado morto no dia 31 de outubro dentro do apartamento onde morava em Paris, na França. Natural de Uberlândia, ele havia deixado o Brasil na juventude para explorar o mundo e acabou se estabelecendo na capital francesa, onde atuava como modelo e estilista.
A descoberta do corpo
A preocupação dos familiares começou após uma semana sem contato. O último diálogo com parentes havia acontecido em 23 de outubro. Sem respostas, os familiares acionaram uma amiga que vive na França para verificar a situação do brasileiro.
Diante da falta de retorno, a polícia local e os bombeiros foram chamados para arrombar a porta do imóvel, onde o corpo foi localizado. Até o momento, a causa do falecimento não foi divulgada às autoridades brasileiras ou aos parentes.
“Foi desesperador. A gente ficou sem saber, mandando mensagens, tentando contato com alguém lá que pudesse falar alguma coisa dele e saber onde ele morava. Foi tudo muito difícil”, disse Juliana.
Sonho de viver na Europa
Conhecido pela personalidade alegre e pela forte ligação com a família no Brasil, Rafael conversava constantemente com a mãe, a avó e a irmã. Ele completaria 40 anos no início de dezembro e planejava continuar sua trajetória na Europa, unindo a paixão por viagens e o trabalho com moda.
“Ele era um rapaz muito ambicioso, feliz, gostava de moda, ele trabalhasse como estilista e modelo”, afirmou.
A madrasta também destacou que, mesmo distante, o modelo era muito presente e demonstrava carinho especial pela avó e pela saúde dos pais, mantendo contato frequente para saber como todos estavam.
Campanha para o translado
Para conseguir realizar o velório e o sepultamento em Uberlândia, a família agora lida com barreiras burocráticas e financeiras. Os custos com documentação e o transporte internacional do corpo somam cerca de R$ 50 mil.
Como o governo brasileiro não arca com despesas de translado, cremação ou embalsamamento segundo o Itamaraty, os parentes iniciaram uma arrecadação online para viabilizar o retorno do corpo.
“Nosso objetivo nesse momento é conseguir trazer o corpo dele de volta. A gente queria muito que tivesse um auxílio do governo, nem falo financeiro, mas que fosse lá e ajudasse a resolver, porque é um custo muito alto”, afirmou.
O Ministério das Relações Exteriores informou que o Consulado-Geral do Brasil em Paris acompanha o caso e presta a assistência consular necessária aos familiares. Enquanto isso, a família segue mobilizada para superar os obstáculos e concluir os trâmites legais para a repatriação.
“Problemas a gente resolve, a gente não considera, a gente vai atrás. É o que a família inteira está fazendo”, disse Juliana.






