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Crise no Paraguai: presidente renuncia após colapso de banco digital

Paraguai: o escândalo financeiro que deixou o país sem comando - O Assunto #1840

Um escândalo financeiro sem precedentes no Paraguai deixou cerca de 3 milhões de pessoas — o equivalente a mais da metade da população adulta do país — completamente sem acesso aos seus recursos financeiros. O colapso foi provocado por uma fraude contábil liderada pelo grupo controlador do banco digital Ueno, gerando um efeito dominó que paralisou a economia local e levou milhares de cidadãos às ruas em protestos intensos.

Fraude no ueno bank e o impacto social A crise ganhou proporções drásticas quando o sistema financeiro colapsou, afetando inclusive atletas da seleção nacional de futebol, que passaram a cobrar soluções e justiça das autoridades. O impacto foi sentido de maneira imediata pela população e por estrangeiros vivendo na região, como relatou uma cidadã afetada: ‘muitas pessoas em desespero’. O caso também resultou na prisão de oito executivos após a quebra da instituição, cenário que muitos analistas comparam a escândalos financeiros históricos da região.

Pressão política e saída do poder A instabilidade atingiu em cheio o governo de Santiago Peña, que autorizou o uso do Ueno para gerenciar milhões de dólares de pastas cruciais como a Previdência e o Ministério da Saúde. O desgaste se agravou pelo fato de o político ter atuado como sócio do conglomerado controlador até março de 2025. Sem sustentação na base aliada e acuado pelos atos populares que pediam sua saída, Peña tentou deixar o cargo e enviou uma mensagem na qual afirmou que ‘nenhuma pessoa está acima do Paraguai’.

Desdobramentos institucionais em Assunção Apesar da tentativa de afastamento voluntário protocolada na tarde de uma quinta-feira (5), o Parlamento nacional optou por não aceitar a saída nos moldes propostos e deu andamento ao processo de julgamento político. Com a rejeição do impeachment direcionado ao vice-presidente Pedro Alliana, o cenário institucional foi redesenhado rapidamente em Assunção, consolidando uma transição de comando no país vizinho enquanto as investigações sobre o rombo financeiro continuam avançando.

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