O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta sexta-feira (06) a chamada ‘OAB da Medicina’, legislação que estabelece a criação do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) para estudantes da área ao longo da graduação.
Discurso presidencial durante a cerimônia Durante o evento de sanção, o mandatário criticou o foco financeiro na profissão e pontuou que “a medicina ficou um pouco mercantilizada” e que médicos “não se formavam para tratar do povo, mas para ganhar dinheiro”. Na mesma ocasião, o chefe do Executivo repudiou o pensamento de que aportes financeiros na saúde da população de baixa renda representam desperdício de recursos.
Contexto humanista e combate aos preconceitos O presidente aprofundou a crítica sobre a percepção elitista dos serviços públicos ao afirmar: “A medicina ficou um pouco mercantilizada. As pessoas não se formavam para tratar do povo, mas para ganhar dinheiro. Esse lado humanista e da qualidade é necessário. A gente muitas vezes é tratado como se fosse gasto. Quando compra 880 vans para fazer ambulatório odontológico com máquinas para escanear as bocas das pessoas, muita gente acha que estamos gastando, porque pobre não precisa disso”.
Defesa de políticas públicas duradouras Além da avaliação na formação médica, o governo federal defendeu a atuação estatal para promover equidade e bem-estar às camadas mais vulneráveis, ressaltando que “através de políticas públicas corretas, mesmo que demoradas, vamos consertar o País”.
Experiência pessoal e visão de classes Em um discurso rápido na solenidade, o presidente argumentou que sua trajetória pessoal — desde a infância de privações até a atuação como torneiro mecânico, líder sindical e chefe de Estado — confere a ele amplo entendimento sobre a realidade de todas as camadas sociais do Brasil.
Para finalizar, o governante pontuou: “Eu conheço o mundo em que o pobre vive, a classe média vive e o rico vive”.






