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Senado do Paraguai destitui Santiago Peña após escândalo bancário

Congresso do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña

O plenário do Senado paraguaio cassou o mandato do presidente Santiago Peña de forma unânime nesta sexta-feira (6), durante uma sessão extraordinária realizada em Assunção.

A crise institucional no Paraguai A instabilidade política no país vizinho escalou drasticamente após a quebra do banco digital Ueno, situação que deixou milhões de clientes impossibilitados de movimentar suas próprias economias. O colapso financeiro gerou protestos intensos nas ruas da capital e elevou drasticamente a pressão popular contra a gestão de Peña, cujos laços societários com a holding controladora da instituição financeira geraram fortes questionamentos públicos, visto que ele manteve participações empresariais no grupo até março de 2025.

Intervenção estatal e investigações Diante da gravidade da situação, o Banco Central paraguaio realizou uma intervenção na entidade financeira após detectar falhas graves em operações de crédito, distorções na contabilização de ativos e a ausência de capital mínimo necessário para a manutenção das atividades. Paralelamente, o Ministério Público iniciou apurações criminais que visam examinar a conduta de Santiago Peña, do vice-presidente Pedro Alliana e de dirigentes do órgão regulador monetário.

Tentativa de renúncia e desfecho no Congresso Na véspera da decisão, o chefe do Executivo tentou deixar o cargo voluntariamente sob a justificativa de que buscava “preservar a estabilidade do país e as instituições democráticas”. Contudo, a manobra não evitou o prosseguimento do julgamento político, uma vez que a saída negociada poderia garantir ao político uma vaga de senador vitalício e a respectiva imunidade judicial permanente.

Com a condenação formalizada pelos 44 parlamentares presentes na votação — o total da casa é de 45 assentos e houve apenas uma ausência —, o governante perdeu o mandato e o direito ao foro privilegiado vitalício que a legislação local concede a ex-ocupantes do Palácio de López.

Próximos passos políticos Enquanto centenas de cidadãos celebravam o desfecho político na Plaza de Armas, situada nas imediações do parlamento, os trâmites constitucionais avançam para a transição de comando. O vice-presidente Pedro Alliana foi convocado para assumir o comando do país e concluir o restante do período presidencial, com término agendado para agosto de 2028, embora a data oficial da posse ainda precise ser formalmente agendada pelas autoridades.

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