Home / Mato Grosso do Sul / Justiça determina limpeza de represa em Mato Grosso do Sul afetada por plantas aquáticas

Justiça determina limpeza de represa em Mato Grosso do Sul afetada por plantas aquáticas

Justiça dá 60 dias para retirada de ‘alfaces-d’água’ de represa que afetam comércio e turismo em MS

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul ordenou que a Pantanal Energética realize a remoção completa de plantas aquáticas conhecidas como alfaces-d’água, ou macrófitas, que tomam conta de grande parte da superfície da represa da Usina Hidrelétrica Mimoso, situada em Ribas do Rio Pardo. A determinação estabelece o prazo de 60 dias para a execução da limpeza.

Entenda o problema das macrófitas na região As macrófitas são vegetais que habitam ambientes aquáticos e se multiplicam rapidamente na presença de nutrientes na água. Embora desempenhem papéis ecológicos importantes, o crescimento descontrolado gera impactos negativos severos para a fauna, o turismo e o comércio na região de Mato Grosso do Sul.

Conforme a avaliação judicial, a proliferação excessiva representa um dano ambiental de grande gravidade, impulsionado também pela omissão de órgãos públicos e empresas que exploram o rio economicamente. Laudos técnicos apontam que a retenção do fluxo hídrico pela hidrelétrica favoreceu a estagnação da água e a acumulação da biomassa vegetal, alimentada pelo excesso de fósforo e enxofre decorrente de esgoto, efluentes e atividades agropecuárias.

Impactos na operação e no ecossistema aquático O avanço da vegetação também comprometeu as atividades da usina e se espalhou para os municípios de Santa Rita do Pardo e Bataguassu. A densa camada de plantas bloqueia a entrada de luz solar e reduz os níveis de oxigênio na água, gerando o risco de morte de peixes e desequilíbrios ecológicos.

Em sua decisão, o magistrado destacou: “

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *