Uma operação da Polícia Civil de São Paulo deflagrada nesta terça-feira, 3, teve como alvo uma organização criminosa suspeita de atuar com empréstimos clandestinos, incidência de juros abusivos e constrangimento ilegal de devedores. Nomeada de BarbaCred, a investida policial focou em combater o bando que utilizava táticas violentas e intimidações inclusive contra parentes das vítimas.
Operação BarbaCred e cumprimento de mandados
Cerca de 30 agentes de segurança integraram a diligência, sob a coordenação do 37º Distrito Policial, situado no bairro Campo Limpo, na zona sul da capital paulista. No total, as equipes executaram 28 mandados de busca e apreensão espalhados por diferentes localidades, compreendendo a cidade de São Paulo, Guarulhos, Carapicuíba e o município litorâneo de Mongaguá.
Modus operandi e divisão de tarefas
Conforme o avanço das apurações, os criminosos recorriam a plataformas digitais, contas bancárias variadas e o uso de pessoas jurídicas para operacionalizar os empréstimos e girar os capitais ilícitos. A estrutura do grupo contava com funções bem definidas entre os membros, separando etapas que iam desde a captação de clientes até a gestão financeira e o setor de cobrança forçada.
As autoridades policiais salientam que o esquema explorava a vulnerabilidade financeira de pessoas em situação de aperto para impor taxas excessivas. Segundo o delegado Fernando Souza, titular do 37º DP, o grupo se aproveitava da necessidade financeira das vítimas para oferecer empréstimos com condições abusivas. Depois, recorria a ameaças e intimidações para exigir o pagamento das dívidas.
O delegado responsável pela investigação também pontuou a necessidade de responsabilizar todos os participantes das ações criminosas. “Nosso objetivo é desarticular esse esquema e identificar todos os envolvidos”, afirmou o delegado.
Crimes investigados e próximos passos
O inquérito policial apura a ocorrência de três delitos principais: extorsão, usura pecuniária — popularmente conhecida como agiotagem — e associação criminosa. O material apreendido nos 28 endereços vistoriados servirá para robustecer as provas e detalhar a rota do dinheiro movimentado pela rede criminosa.






