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PL lança Rogério Marinho para a presidência do Senado

PL lança Rogério Marinho à presidência do Senado

O Partido Liberal oficializou nesta 4ª feira (4.nov.2026) a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado. O anúncio ocorreu durante um encontro da sigla em Brasília, onde o parlamentar afirmou ter o respaldo de 33 congressistas presentes no evento político.

Disputa pelo comando do Senado e articulações A corrida pela liderança da Casa Alta conta com outros nomes fortes do cenário político nacional. O atual presidente da instituição, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), articula sua recondução ao cargo e deve ter o apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por sua vez, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também colocou seu nome na disputa, buscando angariar o apoio de parlamentares conservadores que demonstram insatisfação com a proposta de Marinho. A eleição que definirá o novo comando está marcada para o dia 1º de fevereiro de 2027.

Diálogo com a oposição e apoios partidários Sobre a concorrente do Progressistas, o candidato do PL revelou que os dois dialogaram na manhã desta 4ª feira (4.nov). O congressista disse que Tereza Cristina “tem toda legitimidade para ser candidata” e que, “no momento oportuno”, ambos convergirão para um nome único da oposição.

A reunião em Brasília contou com a presença de importantes lideranças políticas, incluindo o presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto, além dos senadores Magno Malta (PL-ES), Marcos Pontes (PL-SP) e dos parlamentares recém-eleitos Carlos Bolsonaro (PL-SC) e Deltan Dallagnol (Novo-PR), junto a deputados federais.

Defesa de Flávio Bolsonaro e emoção Em um momento de forte emoção, o senador ficou com a voz embargada ao mencionar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro (PL), cuja campanha presidencial ele coordenou. Ele pontuou que, apesar do revés nas urnas, “não há nenhuma mágoa, nenhum ressentimento”, pois “é assim que funciona o poder”, mas garantiu estar do “lado certo”.

“De cabeça erguida. Estar do lado certo. Olhar para os seus filhos e dizer: ‘Fiz a minha parte. Tentei construir, tentei edificar’. E se as coisas não estão acontecendo da melhor forma, se os obstáculos aparecem, se o desconforto e a conveniência lhe chamam para uma outra luta ou pedem que você desista, eu lhes digo, a nós aqui e àqueles que estão lá fora: nós não podemos desistir do Brasil. Nós não podemos desistir do Brasil”, declarou.

O político também comentou sobre a saída de Flávio do país, classificando o ato como uma “decisão difícil” e definindo o colega como “um jovem desprendido” que abriu mão de uma vaga praticamente garantida no Senado pelo Rio de Janeiro para concorrer ao Planalto.

Segundo o senador potiguar, Flávio enfrentou mais de 3.000 ameaças de morte ou agressão física durante a corrida eleitoral. Ele ainda criticou a atuação da Polícia Federal, afirmando que o aliado foi alvo de uma reação desproporcional apenas sete minutos após o término da apuração, em um procedimento que classificou como “enviesado”. Por fim, pontuou que a decisão de deixar o território nacional considerou o encarceramento do pai, o exílio do irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e “a situação do país nos últimos 4 anos”.

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