Uma administradora de 43 anos sofreu uma fratura no nariz após ser brutalmente agredida por um homem durante uma confusão generalizada em um estabelecimento comercial localizado no bairro Itapuã, em Vila Velha, na Região Metropolitana da Grande Vitória, na madrugada de segunda-feira (2). A vítima afirmou às autoridades policiais que o suspeito de cometer a violência é um cabo da Polícia Militar.
Discussão política e agressão covarde
De acordo com depoimentos de testemunhas repassados aos agentes de segurança, o tumulto teve início motivado por um debate sobre política. O nome completo do indivíduo apontado como agressor não havia sido divulgado até o fechamento desta reportagem.
A mulher detalhou que o desentendimento também envolveu uma outra frequentadora do local. Em determinado momento da contenda, o suspeito a surpreendeu desferindo golpes pelas costas e socos diretos em seu rosto.
Desmaio e atendimento médico
O relato prestado à Polícia Militar aponta ainda que a vítima foi imobilizada contra a parede de um comércio vizinho. A mulher afirmou que chegou a desmaiar devido à intensidade das agressões sofridas. No endereço do ocorrido, na Rua José Pinto Vieira, marcas de sangue foram encontradas espalhadas pelo chão e nas vestimentas.
Após o acionamento da polícia, a mulher foi transportada na viatura oficial até o Hospital Estadual Antônio Bezerra de Faria, situado no município. Uma tomografia realizada na unidade de saúde atestou a fratura nasal, e ela ainda passará por exames oftalmológicos para verificar se o trauma comprometeu uma condição de visão pré-existente.
Busca por justiça e o posicionamento da defesa
Quando a viatura chegou ao estabelecimento, o agressor já havia fugido. Moradores e testemunhas repassaram aos policiais militares o endereço residencial do suspeito, mas os agentes não conseguiram localizá-lo ou identificá-lo oficialmente no local indicado. Em nota, a Polícia Militar comunicou que a Corregedoria da Corporação ainda não foi formalmente acionada sobre o episódio.
O advogado da vítima, Flávio Fabiano, declarou que ingressará com uma notícia-crime contra o investigado por lesão corporal e violência doméstica, enquadrando o caso nos parâmetros da Lei Maria da Penha.
Por outro lado, a defesa do homem, que foi identificado apenas pelo prenome Bernardo, contestou os relatos oficiais e afirmou que a dinâmica dos fatos é diferente da apresentada pelas testemunhas.
“Bernardo teria intervindo na situação com a intenção de proteger uma mulher que estaria sendo agredida por outra mulher, buscando evitar o agravamento do conflito”, disse na nota.
Os representantes legais do suspeito enfatizaram que todas as circunstâncias reais do episódio precisam ser devidamente apuradas pelas autoridades competentes.






